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Morre em São Paulo o músico Pena Branca

9 FEV 10 - 22h:19
O cantor sertanejo José Ramiro Sobrinho, o Pena Branca, morreu no início da noite de segunda-feira, aos 70 anos, no Hospital São Luiz Gonzaga, em São Paulo, vitimado por insuficiência respiratória. Ele passou mal em casa, no Bairro do Jaçanã, Zona Norte de São Paulo. Ele teve um infarto e foi levado para o hospital, mas não resistiu. O cantor ficou conhecido no Brasil inteiro pela dupla com Ranulfo Ramiro da Silva, o Xavantinho, que morreu em 1999. O corpo foi enterrado ontem, no Cemitério Parque dos Pinheiros, na zona norte de São Paulo. Em 13 de novembro do ano passado, Pena Branca veio a Campo Grande, onde participou do Projeto Brasil Caipira, ao lado de Dércio Marques, Irmãs Galvão e Genésio Tocantins. “Eu tive a honra de conhecê- lo e de ter amizade com ele. Gravei com ele uma canção no primeiro CD do Projeto Meu reino Encantado. Tê-lo dentro do estúdio, a energia dele, a autenticidade... Foi um grande privilégio para mim trabalhar com ele”, disse ontem o cantor Daniel. Pena Branca nasceu em Igarapava, em 1939, e viveu boa parte da vida na cidade mineira de Uberlândia. Ranulfo Ramiro da Silva, o Xavantinho, era seu irmão e nasceu em Uberlândia em 1942. Em 1958 eles começaram a cantar, apresentando-se em uma rádio de Uberlândia. Mudaram-se para São Paulo para tentar a vida artística em 1968. Com o tempo, Pena Branca e Xavantinho tornaram-se exemplos da música sertaneja caipira, considerada “de raiz”, em relação à música sertaneja com influências country que se popularizou nos anos 90. Em 1980, Pena Branca e Xavantinho se inscreveram em um festival da TV Globo com a música “Que Terreiro é Esse?” e chegaram à final. Também nesse ano, a dupla lançou o disco Velha Morada, com músicas como Cio da Terra, composta por Milton Nascimento e Chico Buarque, e Calix Bento, além da canção finalista no festival. Durante a carreira, gravaram com nomes como Milton Nascimento, Rolando Boldrin, Fagner e Almir Sater, entre outros. Em 1990, conquistaram o Prêmio Sharp de melhor música interpretando “Casa de Barro”, de Xavantinho e Moniz, e melhor disco, com Cantado do Mundo Afora. Em 1992, o disco Ao Vivo em Tatuí, com Ricardo Teixeira, ganhou o Prêmio Sharp de melhor disco. Nos anos 90, a dupla iniciou shows internacionais, tocando em lugares como os Estados Unidos. Com a morte de Xavantinho, em 1999, Pena Branca continuou em carreira solo. Em 2001, o músico recebeu o Grammy Latino de Melhor Disco Sertanejo com o álbum Semente Caipira, gravado com o grupo Viola de Nóis. O último trabalho de Pena Branca é Cantar Caipira, de 2008. Ainda não há informações sobre o velório ou o enterro de Pena Branca.
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