Domingo, 25 de Fevereiro de 2018

Mato Grosso do Sul

Moradores são campeões em ter cães para proteção

16 DEZ 2010Por Silvia Tada00h:00

Uma em cada quatro casas de Mato Grosso do Sul fazem uso de cachorros para proteger suas residências. O número foi constatado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que ontem divulgou pesquisa sobre Características da Vitimização e do Acesso à Justiça no Brasil 2009. A porcentagem chega a 26,5% mais alto índice do País, e não é maior somente do que a proporção de casas que instalaram grades nas janelas ou portas, que chega a 46,5%.

Em números, são 193 mil domicílios em que o animal de estimação é apontado como "arma" contra invasores e ladrões. Nove mil casas (1,2%) contam com câmeras de segurança — menor percentual do Centro-Oeste e inferior ao índice nacional, de 1,4% — e 28 mil têm segurança privada ou cancela (3,9%).

A pesquisa também avaliou a sensação de segurança dos moradores. Dos 1,2 milhão de moradores de MS com mais de 10 anos, 64,7% dos homens afirmaram se sentir seguros em suas cidades. É o quinto maior índice do Brasil, atrás apenas de Tocantins (75,4%), Santa Catarina (70,4), Piauí (68,9%) e Roraima (67,8%).

Entre as mulheres sul-mato-grossenses, 59,4% responderam que também se sentem seguras. Levando-se em conta a faixa etária, 66% das pessoas de 10 a 15 anos consideram-se "seguras" e 57% dos que têm mais de 70 anos, também. Números nacionais são mais pessimistas e apontam que 47,2% dos brasileiros vivem inseguros.

Roubos
De 27 de setembro de 2008 a 26 de setembro de 2009, 48 mil pessoas com mais de 10 anos foram vítimas de roubos em Mato Grosso do Sul, sendo 25 mil homens e 23 mil mulheres. Desse total, 47,1% eram brancos e 49,1% pretos ou pardos. A maior quantidade de vítimas, 24,8%, tinham idade entre 35 e 49 anos, além de 31,4% ter rendimento mensal entre um e menos de dois salários mínimos por pessoa da família.

Cerca de 32 mil pessoas foram vítimas de agressões físicas em Mato Grosso do Sul, conforme dados do IBGE. O número de homens vitimizados é equivalente ao de mulheres, 50,5% e 49,5%, respectivamente. A proporção desaparece quando levada em conta a cor da pele: 61,9% eram negros ou pardos e 37,2%, brancos.

No Estado, há a maior diferença entre o número de homens e mulheres que vivenciaram conflito nos cinco anos anteriores ao levantamento. Das 175 mil pessoas, 54,9% são homens e 53,7% pretas ou pardas. A faixa etária predominante é de 25 a 49 anos (62,2%).

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