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Campo Grande - MS, quinta, 15 de novembro de 2018

Monomotor que caiu em Goiás e matou 4 não tem registro, diz Anac

10 SET 2012Por g114h:01

O avião monomotor que caiu em Acreúna, no sudoeste de Goiás, e matou quatro pessoas, na tarde de domingo (9), não tem registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da Anac, na manhã desta segunda-feira (10), e confirmou a informação inicialmente dada pelo major Misshel Faria, comandante do Corpo de Bombeiros de Santa Helena, que atendeu à ocorrência. “O prefixo N1009F, que está na aeronave, não existe. Como o avião veio dos Estados Unidos, provavelmente não está homologado para voar no Brasil”, explicou.

No acidente, que ocorreu logo após a decolagem, por volta das 17h30min, morreram as irmãs Francielle Alves Freitas, 19 anos, e Andressa Alves Freitas, de 14 anos, a bancária Nívia Maria Gomes Barros, 24 anos, e o piloto Gary Paulo Costa e Silva, de 42 anos. Segundo testemunhas, ele vendia voos panorâmicos na cidade, pelos quais cobrava R$ 50.

Ao chegar ao local do acidente, no pasto de uma fazenda próxima à GO-513, que liga Acreúna ao distrito de Arantina, o major Faria disse que a maior preocupação foi evitar explosões. “Havia a ameaça de incêndio porque vazou muito combustível da aeronave. Para complicar, o tempo está seco e a pastagem, totalmente propícia à propagação das chamas. Então, jogamos água”, lembra.

Todas as vítimas foram retiradas do avião, sem dificuldades, enquanto a equipe do Corpo de Bombeiros aguardava a chegada do Instituto Médico Legal (IML) de Rio Verde. “Tentamos preservar ao máximo o local, sem modificar nada. Mas precisávamos retirar os corpos, pois o risco de explosão era grande”, argumentou o major Faria. A retirada dos corpos pelo IML aconteceu às 22h.

Segundo ele, não é possível falar em possíveis causas para o acidente. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi avisado logo após o acidente e deve analisar o caso, informou.

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