Domingo, 18 de Fevereiro de 2018

Na cabeceira dos rios

Moinho in Concert brilha a céu aberto

7 DEZ 2010Por Sílvio Andrade00h:23

Curva de rio, casario do porto, o sol no horizonte dourando o ambiente no entardecer e uma multidão ocupando 600 cadeiras e em pé, de todos os níveis sociais, para escutar música erudita. Este foi o clima da terceira edição do Moinho in Concert, um espetáculo anual que reúne alunos de balé e música do Moinho Cultural Sul-Americano e convidados, realizado no domingo.

Este ano, para celebrar o tema “Na cabeceira dos rios”, que une arte com questões ambientais, alertando para a degradação dos rios pantaneiros, o evento saiu do pátio da escola para a beira do Rio Paraguai. O local foi a prainha do porto, onde os corumbaenses gostam de banhar-se e de pescar nos fins de semana, entre revoadas de pássaros – um ambiente maravilhoso.

Com duração de uma hora, o Moinho In Concert comemorou o quinto ano da escola com roteiro musical do musicista Leonardo Sá, atualmente professor da instituição mantida pela Ong IHP (Instituto Homem Pantaneiro). A Orquestra Vale Música, composta por mais de 80 músicos e coralistas, teve a regência de Noemi Uzeda, com consultoria da OSB (Orquestra Sinfônica Brasileira).

Noite de gala
O espetáculo a céu aberto foi um desafio e envolveu mais de 100 pessoas na produção, que usou como camarim uma embarcação atracada logo atrás do palco. Falhas no sistema de som, que não chegava a todos os cantos da orla, não tiraram o brilho da noite de gala. Os organizadores tiveram dificuldades para locação de equipamentos de áudio, em falta no mercado.

“Perdemos muito da emoção, o baixo retorno do som no palco prejudicou os bailarinos, mas os alunos foram perfeitos tecnicamente, estiveram no seu limite”, disse a diretora-técnica do Moinho Cultural, Márcia Rolon, que também esteve no tablado. “Sempre sonhei dançar na beira do rio (Paraguai). Foi muito emocionante olhando as pessoas do palco.”
Além dos 300 alunos da escola, que funciona em um antigo prédio do Moinho Mato-Grossense, no porto, o evento teve a presença  de bailarinos convidados da Argentina e da Bolívia. Os argentinos Adriana Gladys e Sebastian Centurion, do grupo folclórico Neconacta, estavam extasiados com o nível do espetáculo e com o lugar. “Fantástico”, resumiram.

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