Terça, 20 de Fevereiro de 2018

Ministro vê espaço para família ampliar endividamento no Brasil

13 OUT 2010Por Nova York (AE)01h:50



O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu, ontem, que há espaço para as famílias brasileiras se endividarem, uma vez que o consumidor do Brasil está entre os menos endividados do mundo. “Isso não quer dizer que eu espero que todos se endividem como nos EUA ou no Japão ou no Reino Unido. Mas isso mostra que existe um potencial para aumentar, com responsabilidade e segurança, o endividamento da família brasileira. Isso mostra o potencial de consumo da família brasileira”, afirmou o ministro a investidores e analistas estrangeiros em evento promovido pelo Council of Americas e Câmara de Comércio Brasil-EUA, em Nova York.
Em entrevista a jornalistas após o evento, Mantega fez questão de ressaltar que não “defende o aumento do endividamento”, mas que a família brasileira tem espaço para aumentar o endividamento comprando, por exemplo, um imóvel. “Com o boom de construção, o consumo do Brasil está mais propenso a pensar na casa própria”, explicou.
O ministro disse que não vê, porém, o risco de uma bolha imobiliária no Brasil, como ocorreu nos Estados Unidos e outras economias avançadas. “Estamos a quilômetros de distância do endividamento dos países avançados”, reforçou o ministro.

Crédito
O ministro confirmou que o Governo deve anunciar em cerca de 20 dias medidas para melhorar o crédito privado de longo prazo no Brasil, conforme havia adiantado o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho.
Segundo Mantega, trata-se de “um bom sinal” a ser dado ao mercado, pois o aumento do papel do BNDES desde o início da crise, e mesmo após a retomada da economia, tem sido apontado como uma fonte de preocupação de analistas e investidores, especialmente caso a candidata do governo Dilma Rousseff seja eleita.
“É um bom sinal. Significa que o BNDES vai abrir espaço para o setor privado”, disse. “É uma transição para novo modelo financeiro”, disse o ministro, que segue hoje para o Brasil.

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