sexta, 20 de julho de 2018

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Ministro da Justiça determina que Polícia Federal proteja juízes em MS

8 FEV 2011Por portal terra10h:19

Policiais Federais serão responsáveis pela proteção de juízes federais de Mato Grosso do Sul, ameaçados de morte pelo bombeiro Ales Marques, detido no Presídio Militar Estadual em Campo Grande acusado de tráfico de drogas e armas. A denúncia foi divulgada pelo site do Ministério Público Federal (MPF) na semana passada e revela planejamento para o assassinato de magistrados do Estado. Segundo reportagem do site Terra, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo confirmou nesta segunda-feira que deve visitar o Mato Grosso do Sul assim que a PF “tomar as providências necessárias” para garantir a segurança dos magistrados.

"Determinamos à Polícia Federal que dê segurança aos magistrados que estão sendo ameaçados. Isso é fundamental, pois os magistrados têm de ter a segurança necessária para exercer as suas funções. Iremos a Mato Grosso do Sul conversar com o corpo de magistrados para dar, dentro das condições que temos, a maior segurança possível", disse o ministro.

Cardozo se reuniu com o diretor da Polícia Federal, Leandro Daiello, e o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Gabriel Wedy, na tarde desta segunda-feira. Além de pedir proteção aos magistrados, Wedy também solicitou a transferência do preso, que está detido no Presídio Militar de Campo Grande, para uma penitenciária federal de segurança máxima.

Segundo o ministro da Justiça, o pedido de transferência será avaliado com rapidez. "Vamos providenciar a solicitação, isso deve ser apreciado pela própria magistratura. Mas o que depender do Ministério da Justiça, nós vamos tomar as medidas necessárias para a transferência do acusado e proteção dos magistrados", afirmou.

As investigações feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) apontaram que o bombeiro Ales Marques, mesmo preso, arquitetava morte de juízes federais que atuam nos processos nos quais é acusado de liderar uma quadrilha de tráfico internacional de drogas. Mesmo sob custódia, ele usaria celulares livremente.

A PGR também apurou a existência de um esquema de corrupção envolvendo a chefia da escolta de detentos do Presídio Militar de Campo Grande. O presidente da Ajufe afirmou que vai acionar o governo do Estado juntamente com o Ministério da Justiça. "Estamos preocupados, mas por outro lado confortados pela garantia que nos foi dada pelo ministro da Justiça".

Ales Marques foi preso em flagrante em julho de 2010 e teve a prisão preventiva decretada em outubro. O Ministério Público Federal denunciou 18 pessoas da quadrilha, inclusive a ex-mulher e os filhos do militar, que também estão presos. Foram apreendidos cerca de 80 kg de cocaína com a organização criminosa.

A quadrilha atuava para abastecer o mercado de drogas de São Paulo, do Paraná e Rio Grande do Sul. A droga vinha do Paraguai e ingressava no Brasil pela fronteira seca entre Pedro Juan Caballero e Ponta Porã.

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