quinta, 19 de julho de 2018

Ministério Público investiga procurador

22 SET 2010Por 16h:11

Lidiane Kober

Antes de vir à tona o escândalo político-institucional em Mato Grosso do Sul, ontem, por meio de vídeos postados no YouTube, o Ministério Público Estadual (MPE) instaurou procedimento disciplinar para apurar supostas irregularidades praticadas pelo então procurador-geral de Justiça Miguel Vieira. Além disso, o órgão encaminhou denúncia contra autoridades políticas do Estado para o procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
Na mira do MPE, está informação de que Vieira recebia da Assembleia Legislativa, em nome da instituição, R$ 300 mil por mês. Diante disso, o procurador-geral de Justiça, Paulo Alberto de Oliveira, “instaurou procedimento para apuração disciplinar de eventual irregularidade praticada por membros do Ministério Público”. A atitude foi informada no fim da tarde de ontem por meio de nota à imprensa.
Em relação à participação do governador André Puccinelli (PMDB) e de integrantes do Tribunal de Justiça no escândalo político-institucional, o MPE declarou ter encaminhado, desde o dia 17 de setembro, “documentos, CDs e DVDs, decorrentes do monitoramento e captação ambiental de áudio e vídeos, todos devidamente autorizados judicialmente e realizados pela Polícia Federal, para o procurador-geral da República”. Por conta da prerrogativa de foro privilegiado, não cabe ao MPE investigar a participação do governador e de desembargadores no caso.
As suspeitas de irregularidade têm como base vídeos, com diálogo entre o deputado estadual Ary Rigo e Eleandro Passaia, delator do esquema de corrupção detonado na Operação Uragano. Ainda segundo as gravações, o governador receberia R$ 2 milhões por mês e o TJ R$ 900 mil.

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