RODOVIA

Mineradoras correm risco de serem multadas pelo Ibama por poluição

Mineradoras correm risco de serem multadas pelo Ibama por poluição
28/06/2012 13:15 - silvio andrade, de corumbá


O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deu prazo de 30 dias para as mineradoras Vale e MMX, que exploram as reservas minerais de Urucum, removerem o minério de ferro que é jogado na rodovia BR-262 pelos caminhões que carregam o produto até os portos de Corumbá e Ladário, caso contrário podem ser multadas.
Sem nenhum controle, o minério é transportado a uma distância de 20 quilômetros – das minas aos terminais portuários situados no Rio Paraguai -, causando poluição ambiental e riscos de acidentes, deixando a rodovia escorregadia. Na noite da última sexta-feira, uma caminhonete perdeu o controle e saiu da pista, na área mais crítica (em frente aos depósitos de minério). Não houve feridos.

“Não entendemos como estas empresas (Vale e MMX) fazem tanta campanhas para mostrar sua imagem de ambientalmente corretas e não se preocupam com o minério que derrama na rodovia, afetando todo o perímetro urbano das duas cidades com uma densa poeira”, disse o chefe do Ibama em Corumbá, Gilberto Alves da Costa.

A ação do Ibama está sendo acompanhada pelo Ministério Público Federal (MPF). O controle das cargas de minério na 262, cuja pista fica avermelhada com o pó, deverá ser uma das condicionantes que as mineradoras terão que cumprir nas próximas licenças ambientais de operação das minas, segundo Gilberto Alves.

A poluição prejudica quem trafega na rodovia e os animais do Pantanal sul-mato-grossense. As empresas não se manifestaram sobre a notificação. O Ibama não informou o valor da multa em caso de descumprimento.  

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".