segunda, 23 de julho de 2018

SAÚDE PÚBLICA

Militares reforçam combate à dengue

17 JAN 2011Por MICHELLE ROSSI00h:00

A partir de hoje, o combate à dengue será reforçado em Campo Grande com o apoio de 102 homens do Exército. Os militares vão atuar nos principais bairros da cidade, auxiliando na limpeza e vistoria de terrenos a fim de eliminar focos do mosquito transmissor da doença.

A presença do Exército também funciona como fator de conscientização para a população sobre os riscos de contaminação. O reforço estava programado mesmo antes da greve dos agentes de saúde em Campo Grande.

Mato Grosso do Sul figura em lista do Ministério da Saúde como um dos 16 estados com "risco alto" de epidemia de dengue neste ano. De acordo com a Secretaria de Saúde de Campo Grande, no ano passado, 41.293 pessoas tiveram dengue só na Capital.

Em 2007, quando a cidade vivenciou epidemia da doença, houve apoio do Exército, além da suspensão das férias dos agentes de saúde. Com caminhões, os militares recolhiam os materiais que poderiam acumular água, ajudando no combate a doença. No ano passado, a ajuda dos militares chegou a ser anunciada, em fevereiro, mas, no mês seguinte, a Prefeitura de Campo Grande anunciou mudança na estratégia de controle.

Greve
A greve dos agentes de saúde pública e de controle de epidemiologia de Campo Grande completa hoje 13 dias e as negociações da Prefeitura Municipal com o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública, Previdência e Assistência Social (Sintesp) não avançaram.

Esses trabalhadores são responsáveis pelas visitas às residências e vistoria em terrenos baldios para tentar encontrar e eliminar focos do mosquito transmissor da dengue e também repassam orientações aos moradores, fazem borrifações e dedetização. Existem atualmente 900 agentes de saúde na Capital.

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