sábado, 21 de julho de 2018

surto

Militares de MS no Haiti em alerta contra o cólera

27 OUT 2010Por Silvia Tada03h:40

 Militares de Mato Grosso do Sul que estão no Haiti ajudam na orientação da população local para conter o surto de cólera, que já matou 259 pessoas e contaminou 3.342. Não há casos registrados entre os brasileiros que atuam na força de paz da Organizações das Nações Unidas (ONU), das quais fazem parte 517 pessoas ligadas ao Comando Militar do Oeste (CMO). Para tranquilizar os familiares que estão no Brasil, além do contato via telefone e internet, um comunicado foi enviado por e-mail relatando os cuidados adotados para evitar que integrantes do contingente militar adoeçam.

De acordo com a assessoria de comunicação social do 2º Batalhão de Infantaria de Força de Paz (Brabatt 2), os militares estão em Porto Príncipe, capital do Haiti, onde cinco casos de morte foram registrados. O cólera é transmitido pela água e alimentos contaminados. Os militares utilizam água de poço artesiano e todas as medidas para garantir a qualidade no preparo da alimentação vêm sendo tomadas.

"Os gêneros alimentícios são de boa procedência, a higiene no serviço de aprovisionamento (cozinha e refeitórios) é observada com rigor, toda a rede de esgoto do Batalhão é encanada e, constantemente, são relembradas as medidas de higiene que cada militar deve adotar, principalmente no retorno das patrulhas", detalha a assessoria. Esses procedimentos funcionariam como uma "barreira" contra a doença, na avaliação dos militares.

Ajuda
Para ajudar a população, estão sendo feitas atividades desde o dia 23, com universitários, e com a população em geral. As vítimas mais graves da doença são da região de Artibonite, onde há maior incidência da bactéria.

O Governo brasileiro, por meio do Ministério da Saúde, envia, hoje, medicamentos e insumos que serão utilizados no tratamento das pessoas afetadas pelo cólera como frascos de hipoclorito de sódio, sais para reidratação oral, soro injetável, luvas e equipamentos para aplicação de soro. Dois epidemiologistas embarcam para o Haiti para apoiar as ações.

 

 

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