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sexta, 15 de fevereiro de 2019 - 23h08min

BNDES

Microempresas buscam 45% dos desembolsos

26 MAR 11 - 00h:01INFOMONEY

Micro, pequenas e médias empresas tiveram participação recorde na liberação de desembolsos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no primeiro bimestre deste ano. No total, essas empresas representaram 45% do total de desembolsos do Banco nos dois primeiros meses do ano, atingindo R$ 7,7 bilhões, dos R$ 17,2 bilhões.

Isso significa que as liberações de crédito às micro, pequenas e médias empresas tiveram expansão de 18% no período. Enquanto isso os desembolsos a grandes empresas ficaram estabilizados em R$ 9,5 bilhões no período.

Apenas em janeiro, foram liberados R$ 8,3 bilhões e, em fevereiro, R$ 8,9 bilhões. Já no acumulado dos últimos 12 meses encerrados em fevereiro, o Banco desembolsou R$ 169,6 bilhões (incluindo nesta conta a operação de capitalização da Petrobras).

Cartão BNDES e PSI
Segundo avaliação do BNDES, o Cartão BNDES – instrumento de financiamento voltado para empresas de micro, pequeno e médio porte –, com quase 65 mil operações realizadas nos primeiros dois meses do ano, e o PSI (Programa de Sustentação do Investimento) explicam grande parte do bom resultado do período.

O PSI, aliás, também contribiu para alta de 27% nas aprovações feitas pelo BNDES no bimestre, que somaram R$ 18,8 bilhões, sendo R$ 9,7 bilhões do programa.

O BNDES também revela dados sobre enquadramentos e consultas, que sinalizam a demanda das empresas por recursos. No caso dos enquadramentos, o BNDES registrou um montante de R$ 23,7 bilhões, em um crescimento de 18% sobre o primeiro bimestre de 2010. Já as consultas, no total de R$ 24,6 bilhões, apresentaram uma pequena queda de 5%, sobretudo pelos investimentos dos setores rodoviário e de energias alternativas registrados nos primeiros dois meses do ano passado.

Setores
O setor de infraestrutura respondeu por 41% dos desembolsos do BNDES no primeiro bimestre do ano (total de R$ 7,1 bilhões), com destaque para as liberações à energia elétrica. Já a indústria teve 32% do total liberado pelo banco no período (R$ 5,5 bilhões). Comércio e serviços ficou com 18% do total (R$ 3,1 bilhões) e agropecuária com 9% (R$ 1,5 bilhão).

Dentro da indústria, material de transporte, química e petroquímica e indústria extrativa mantiveram posição de liderança entre os desembolsos. O comportamento é resultado também do PSI, que contribuiu para a expansão dos investimentos em máquinas e equipamentos, ônibus e caminhões. Desde o início do programa, em junho de 2009, até fevereiro deste ano, o PSI desembolsou R$ 95,6 bilhões, sendo R$ 38,3 bilhões no financiamento a ônibus e caminhões.
 

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