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SERASA

Micro e pequenas puxam queda no crédito

16 MAI 2011Por G112h:20

A quantidade de empresas que procurou crédito caiu 5,1% em abril, na comparação com março, de acordo com o indicador Serasa Experian da demanda das empresas por crédito, divulgado nesta segunda-feira (16). Na comparação com o mesmo mês de 2010, houve recuo de 5,3%. A diminuição foi determinada pela redução de 5,6% nas micro e pequenas empresas, tanto na comparação anual quanto mensal.

O crescimento acumulado em 2011 passou de uma alta de 1,6% em março para recuo de 0,2% em abril. “Os resultados demonstram que a demanda das empresas por crédito abriu o segundo trimestre do ano em declínio”, diz a Serasa, em nota.

De acordo com os economistas da empresa, as sucessivas elevações da taxa básica de juros, resultando no encarecimento do custo do crédito, e as perspectivas de desaceleração do ritmo de crescimento econômico estão levando as empresas a ajustar as demandas.

“Como as micro e pequenas empresas praticamente possuem acesso a recursos via rede bancária doméstica, os juros mais elevados tendem a produzir impactos mais significativos sobre a procura por crédito desse segmento”, dizem os economistas.

Entre as médias e as grandes empresas, as demandas por crédito ainda registraram expansões em abril de 2,2% e 4,1%, respectivamente, na comparação mensal.

Análise por região
Todas as regiões do país exibiram recuo nas demandas de suas empresas por crédito no primeiro mês do segundo trimestre ante março. A maior delas ocorreu na região Centro-Oeste (queda de 8,6%), seguida pela região Norte (recuo de 7,6%). A menor queda ocorreu na região Nordeste, onde a demanda por crédito recuou 3,3% no mês passado.

Análise por setor
As empresas do comércio, com baixa de 6,0% em relação a março, puxaram o recuo da demanda por crédito. Em seguida vieram as empresas de serviços, com queda de 4,7% e, por último, com recuo de 2,2%, ficaram as empresas industriais.

No acumulado do ano, somente as empresas do setor de serviços estão com crescimento positivo, uma alta de 2%. Os demais segmentos econômicos têm recuo, que é de 1,1% na indústria e de 1,5% no comércio.

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