Domingo, 18 de Fevereiro de 2018

TELEFONIA FIXA

Meta é licitar linha para telefonia rural

7 FEV 2011Por JORNAL DCI11h:10

O ministro das comunicações, Paulo Bernardo, anunciou que em 2011 o governo pretende colocar em licitação uma linha de comunicação para telefonia fixa rural. “Nós pretendemos desocupar, vamos chamar assim, uma faixa de transmissão de rádio que é usada hoje exclusivamente pela Policia Federal.”

“A Polícia Federal vai comprar rádios com outra frequência e essa faixa de 459 Megahertz vai ficar desocupada e nós pretendemos colocar a telefonia rural nessa faixa”, explicou Bernardo. “E uma faixa muito boa, tecnicamente todos acham que isso vai ser um avanço extraordinário e você vai conseguir colocar telefones fixos nas residências da área rural”, afirmou.

O ministro informou também que vai exigir o cumprimento das cláusulas previstas nos contratos de concessão das operadoras de telefonia celular, especialmente no que se refere à prestação de serviços em localidades distantes dos grandes centros. Ele disse que tem recebido relatos de vários estados inclusive do Paraná, seu estado de origem, sobre dificuldade de comunicação com telefonia móvel. “Nós vamos chamar todas as empresas e exigir que aquelas cláusulas que estão nos contratos de prestações de serviços sejam cumpridas rigorosamente”, afirmou Bernardo, em entrevista ao programa “Bom Dia Ministro”, transmitido pela NBRTV.

Preços

O ministro reconheceu, ainda, que a telefonia no Brasil é muito cara. De acordo com ele, o ministério já vem conversando com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para fazer uma regulação sobre o assunto e “impor limites”.

“Eu acho que [a telefonia no Brasil] é muito cara em relação ao que é cobrado em outros países. Acho que a privatização ajudou a disseminar largamente a telefonia, principalmente a telefonia móvel, mas também estabeleceu regras que criaram essa situação de serviço caro. Eu acho que precisamos rediscutir alguns casos. Por exemplo, você faz ligação de telefone fixo para celular, todos os técnicos dizem que isso é muito caro, e, comparando outros países, é caríssimo”, afirmou Bernardo.

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