terça, 17 de julho de 2018

POLÍCIA

Mercearia de onde partiu tiro que matou jovem é assaltada novamente

23 NOV 2010Por VIVIANNE NUNES08h:49

A mercearia Vidal, no Jardim Tarumã, local de onde partiu o tiro que vitimou o jovem Paulo Henrique Rodrigues em fevereiro deste ano durante um assalto, passou novamente pela mesma cena nesta segunda-feira.

Este foi o primeiro roubo depois da morte do garoto, neto do proprietário, e o quinto dos últimos três anos. A informação é da tia da vítima, Ana Paula dos Santos, irmã da mãe de paulinho. Ela conta que um homem negro, alto, aparentando ter em média 25 anos, entrou no estabelecimento e apontou a arma ao primo de Paulinho. Gabriel Felipe Fogaça, de apenas 15 anos de idade ainda se sente acuado depois de reviver o fato ocorrido com o primo no início do ano. Ele morava em Curitiba e passava férias em Campo Grande quando ocorreu o fato que tirou a vida de Paulinho. “Eles eram muito apegados e o Gabriel estava na casa do Paulinho na hora em que tudo aconteceu”, conta Ana Paula.

A tia lastima o ocorrido e diz que a sensação é de muita revolta. Por ser um estabelecimento pequeno, que funciona com a colaboração de todos da família, não é viável aos proprietários a contratação de um segurança. “Queremos vender, ninguém aguenta mais. O que tinhamos que passar aqui, já passou. Ninguém tem ânimo mais”, lamentou.

O assalto ocorreu por volta da 20h. “Tinha muita gente na rua. Ele entrou de cara limpa, rendeu meu sobrinho, levou o dinheiro que queria e foi embora de cara limpa”, contou Paula. Além de R$ 65 em dinheiro o assaltante levou também um aparelho celular que estava no balcão.

“Falta segurança, falta policiamento. Diante disso tudo você se sente um nada. A gente quer trabalhar, paga imposto e ai vem uns caras aqui e matam seu sobrinho, depois ainda dizem que não tiveram a intenção de matar”, desabafou a tia de Paulinho. A revolta de amigos e parentes com relação ao assassinato do jovem se torna ainda maior quando a defesa dos acusados recorreu pedindo que eles não fossem julgados por latrocínio, mas como quem não teve a intenção de matar.

O crime

A morte de Paulinho ocorreu no dia 17 de fevereiro deste ano e agora o Ministério Público Estadual entrou com o pedido de reconstituição do crime, na tentativa de provar que a morte de Paulinho não ocorreu de forma intensional. Um dia após a morte de Paulinho a polícia prendeu Marcelo de Souza Ribeiro, 19 anos e Alessandro da Anunciação, 27 anos. O tiro teria partido de uma arma calibre 45 utilizada por Marcelo. Na ocasião, a dupla levou R$ 600 do estabelecimento.

Alessandro esperava por Marcelo em uma motocicleta em frente ao mercado. Ele estava evadido do sistema penitenciário e possui passagens pela polícia por roubo, homicídio, rece e estelionato. A ficha de Marcelo tem receptação, porte ilegal de arma e roubo. O revólver utilizado no crime foi encontrado enterrado no quintal da casa de Alessando, no bairro das Perdizes.

Reconstituição

A reconstituição do crime foi marcada inicialmente para o dia 9 deste mês. Na ocasião, um pente fino ocorrido no Presídio de Segurança Máxima da Capital mobilizou mais de 50 policiais e a informação dava conta de que não haveria segurança aos réus, por isso a reconstituição foi remarcada para o próximo dia 1º de dezembro.
 

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