Quarta, 21 de Fevereiro de 2018

Polietileno

Mercadoria terá que ser retirada em 15 dias após leilão

18 FEV 2011Por DIARIO ONLINE00h:02

O plano de ação para conter o derramamento da carga de polietileno e polipropileno estocada no pátio da Receita Federal, na região de fronteira de Corumbá com a Bolívia, prevê que a empresa vencedora do certame terá 15 dias para retirar a mercadoria. O leilão, segundo o documento entregue na quarta-feira, 16 de fevereiro, para a Fundação de Meio Ambiente e Desenvolvimento Agrário, da Prefeitura de Corumbá, estabelece que o processo leiloeiro ocorra dentro de 40 dias.

A Receita informou ao Município que já iniciou as ações de contenção para acabar com o derramamento dos chamados "grãos" de polietileno e polipropileno, dois produtos petroquímicos utilizados na produção de tonéis, vasos, embalagens para filmes, plásticos para embrulhar roupas e caixas para bebidas. Os resíduos despejados no rio Paraguai têm formato arredondado; são de tamanho pequeno e de coloração branca translúcida.

Já estão em construção, pela Receita Federal, barreiras em torno do material momentaneamente estocado no pátio do Posto Esdras. Também será promovida a limpeza constante dos dejetos levados ao piso do pátio por ação do vento e da chuva para que não escoe pelas caixas de coleta de águas pluviais. A Receita já desenvolve a proteção das caixas de coletas e do escoadouro da água das chuvas com telas de modo que permita somente o escoamento de água e não mais da carga como vinha acontecendo. Ainda será realizada uma análise de risco ambiental.

As medidas também incluem uma ação direta no rio Paraguai. Com apoio da Marinha será feita a coleta dos resíduos que ficaram próximos aos camalotes. A Fundação de Meio Ambiente e Desenvolvimento Agrário informou que não foi constatada mortandade de peixes.

A maior concentração das "pelotas" de polietileno e polipropileno, despejada no rio Paraguai, foi encontrada no Canal do Tamengo, aonde chegam através do córrego Arroyo Concépcion, que fica na faixa de fronteira da Bolívia com Corumbá. O empresário de turismo, Carlos Nader, constatou o problema na semana passada.

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