segunda, 16 de julho de 2018

NATAL

Mercado internacional e Natal impulsionam o ouro em outubro

30 OUT 2010Por ESTADÃO04h:41

O mês de outubro foi positivo para os investimentos de uma maneira geral. Todos fecharam no azul, alguns com altas mais expressivas, como o ouro que se valorizou 7,67%, outros menos como o dólar, que subiu 0,59%. A Bolsa de Valores de São Paulo saiu do topo do ranking que ocupava em setembro para ficar no meio termo, avançando 1,49%.

No caso do ouro, que liderou o ranking de outubro, dois motivos pesaram para a valorização, conforme explica o presidente do grupo Fitta, André Nunes. "As economias lá fora ainda estão muitos fracas, o que impede os Bancos Centrais de aumentar a taxa de juro", diz. "Com isso, os investidores estão buscando aplicações mais rentáveis, seja em bolsa seja em commodities como o ouro", avalia, ao lembrar que neste mês o contrato de ouro no mercado internacional bateu a marca histórica de R$ 1.388.

Além disso, no caso do Brasil há um efeito sazonal em outubro. "Neste mês as joalherias já começam a comprar ouro para produzir as jóias que serão vendidas no Natal. Isso sempre pressiona o preço para cima", explica.

Apesar de parte dos especialistas afirmar que o ouro não é líquido, Nunes afirma que no mercado de balcão o número de negócios vem aumentando. "Na BM&F, o menor contrato custa em torno de R$ 20 mil. Por isso, as corretoras negociam barras menores, de 10 gramas ou R$ 1 mil", diz.

Bolsa

A melhora gradual das perspectivas quanto à economia mundial aliada aos sinais de que o BC dos Estados Unidos está preparado para dar novas ajudas ao mercado, caso haja necessidade, foram o motor propulsou das bolsas. "As bolsas apresentaram altas, em dólares, na faixa de 0% a 8%, com média de 4%", diz o administrador de carteiras Fábio Colombo.

A alta da Bolsa, porém, não foi acompanhada por uma valorização das ações da Petrobrás, que recuaram -5,28%. "A impressão é que o pré-sal continua a gerar dúvidas e os investidores ainda querem entender o que é esta nova Petrobrás, pós-capitalização", diz o economista da LLA Investimentos, Sérgio Manuel Correia.

Renda fixa

Aplicar em prefixados ou pós-fixados não fez diferença em outubro, já que os fundos de renda fixa e os DI renderam 0,63%. Especialistas lembram que nas aplicações conservadoras uma dica importante é pesquisar a taxa de administração, que pode corroer a rentabilidade. 

Isso fez com que, por exemplo, os fundos DI destinados a pequenos investidores, geralmente os que cobram as maiores taxas de administração, tivessem retorno de 0,5% em outubro, inferior até à tradicional caderneta de poupança, que rendeu 0,55%. "Em novembro, o rendimento bruto será na faixa de 0,55% a 0,85%", calcula Colombo.

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