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Mercado de trabalho reage com menor desemprego

26 FEV 10 - 06h:30
A taxa de desemprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do País foi de 7,2% em janeiro, a menor para este mês da série histórica, iniciada em 2003, e a segunda menor de toda a série, levandose em consideração todos os meses pesquisados, perdendo apenas para dezembro do ano passado (6,8%). “O cenário econômico está bastante favorável e isso está refletindo nos resultados do mercado de trabalho”, afirmou o gerente da pesquisa mensal de emprego do instituto, Cimar Azeredo. O índice de janeiro também ficou abaixo do piso das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que variavam de 7,3% a 8%, com mediana de 7,60%. Segundo Azeredo, os resultados do mercado de trabalho metropolitano em janeiro foram marcados por recordes positivos. Ele argumentou que o aumento no número de desocupados, que ocorre sazonalmente em janeiro ante dezembro, com a dispensa de funcionários temporários contratados no final do ano anterior, foi o menor para o mês, em janeiro de 2010 (6%), desde 2006. Em janeiro do ano passado, por exemplo, o salto nesse indicador havia chegado a 20,6%. “Aumentar o número de desocupados em janeiro é natural, sazonal, o diferencial é quanto isso tem alta e esse crescimento menor de janeiro deste ano mostra um cenário favorável para o mercado de trabalho, traz uma boa expectativa”, disse. Azeredo destacou que o número de desocupados nas seis regiões é o menor para um mês de janeiro na série histórica. “O volume de dispensas que ocorrem em janeiro está relacionado ao desenvolvimento econômico: se a economia vai bem, há menos demissões de temporários”, afirmou. Outro exemplo do bom desempenho do mercado de trabalho citado por Azeredo é a ampliação no número de trabalhadores com carteira assinada, que subiu 0,7% em janeiro em relação a dezembro de 2009 e teve alta de 3,5% na comparação com janeiro de 2009. Das 451 mil vagas geradas em janeiro deste ano, comparativamente a igual mês do ano passado, 333 mil foram vagas formais. O gerente sublinhou que, segundo os dados de janeiro, fica claro que o mercado de trabalho “deslanchou” após manter uma certa estabilidade, no ano passado, em relação aos avanços de 2008. “Agora o mercado voltou a avançar”, disse. No e nt a nto, A z e r e do pondera que, como poderão ocorrer novas dispensas de temporários em fevereiro e março, sobretudo na região metropolitana do Rio de Janeiro, onde as contratações para o turismo são fortes nesta época, será preciso aguardar os próximos meses para checar se a evolução do emprego vai prosseguir positiva como em janeiro. “Sazonalmente, a taxa de desemprego sobe em fevereiro, precisamos aguardar para checar o quanto deverá subir”, disse. Renda O rendimento médio real dos trabalhadores registrou variação positiva de 1,1% em janeiro ante dezembro, mas caiu 0,4% na comparação com janeiro do ano passado. Azeredo avalia que essa queda pode ter sido provocada pela alta da inflação no período.
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