Quinta, 22 de Fevereiro de 2018

Dourados

Mercado de locação e venda de imóveis registra crescimento

2 FEV 2011Por Cícero Faria/Dourados13h:17

Cidade com forte predominância universitária, imobiliárias e proprietários de imóveis residenciais e comerciais de Dourados não tem do que se queixar. Nos últimos anos, a construção civil cresceu graças a chegada de novos moradores ao município, que tem pouco mais 196 mil habitantes, segundo censo/2010 do IBGE.
“Os negócios tanto para a compra, venda e aluguel estão a muito tempo em alta. Com isso os preços também não param de subir”, resumiu ontem o presidente da Associação Douradense das Empresas Imobiliárias (Adei), David Garcez.
A procura fica ainda mais acirrada, principalmente na locação, no inicio do ano, “porque os universitários novos estão chegando a cidade para iniciar o curso e os pequenos apartamentos, de preços medios, são os mais procurados. Em muitas imobiliárias existe lista de espera para os alugueis mais baratos”, disse Garcez.
Além dos acadêmicos de fora da UFGD, Unigran, Anhanguera e da UEMS, ele citou que muitos professores e funcionários mais graduados dessas universidades chegam para se instalar em Dourados, além de militares das duas unidades do Exército.
Hoje o aluguel de uma quitinete na área perto do cento varia de R$ 300 a R$ 350, enquanto um apartamento de dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço, dependendo da localização e do prédio, varia de R$ 450 a R$ 800 mensais. A taxa de condomínio não fica por menos de R$ 100.
Os universitários, em geral, preferem apartamentos por causa da segurança, embora alguns criem “republicas” alugando residências maiores para dividir o aluguel com colegas. Nesse caso, a locação não sai por menos de R$ 700 por mês, conforme o bairro.
O presidente da Adei confirmou que em Dourados “estão um dos alugueis e imóveis mais caros do Estado. Essa uma cultura antiga.” Mesmo com a construção de dezenas de prédios de quatro andares, justamente, para atender a clientela de estudantes e pequenas famílias, o valor da locação não cai.
Comentou que algumas construtores locais se especializaram em edificar prédios de três a quatro andares, nos quais a lei não obriga a instalar elevador. “Elas vendem o imóvel na planta, com uma entrada de R$ 30 mil e entregam em dois anos, ao custo de R$ 100 mil. Quando concluído o apartamento estará valendo 150 mil reais”, frisou Garcez, ao destacar a valorização imobiliária na cidade.
Na sua avaliação esse boom imobiliário não passa tão cedo, porque e economia douradense vem crescendo muoto, com a implantação de grandes empresas nos setores do comercio, industria e na prestação de serviço.

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