sexta, 20 de julho de 2018

TECNOLOGIA NO CAMPO

Mercado de genética bovina cresce em 2010

13 JAN 2011Por FOLHA DE SÃO PAULO00h:02

O aumento da demanda mundial por carne e o avanço de uma técnica de inseminação artificial inserida recentemente no Brasil aqueceram o mercado de genética bovina no ano passado.

Segundo estimativa da Asbia (Associação Brasileira de Inseminação Artificial) citada pelo diretor comercial da Ourofino Agronegócio, José Ricardo Maio, as vendas de sêmen bovino atingiram cerca de 10,2 milhões de doses em 2010, expansão de 11%.

Além das melhores condições de mercado -que estimulam o uso da genética também na pecuária de corte (no início da década, a inseminação era usada para gerar reprodutores e matrizes bovinas de elite)-, esse desempenho está diretamente relacionado ao crescimento de IATFs (inseminações artificiais em tempo fixo).

A técnica induz o cio das fêmeas, com objetivo de inseminar o maior número de vacas ao mesmo tempo, com foco na produção de bezerros para abate. Com a IATF, é possível diminuir o intervalo entre os partos, tornando o rebanho mais produtivo.

Esse mercado cresceu 35% em 2010, com cerca de 5 milhões de protocolos (conjunto das ações veteriná- rias necessárias) vendidos, segundo estimativas de empresas do setor. Com isso, a participação de IATFs no mercado total de inseminação artificial chegou a 51%.

Na Ourofino, o número de protocolos vendidos aumentou 53% no ano passado, para 1,3 milhão, o que possibilitou à empresa elevar a sua participação nesse mercado de 20% para 27%.

Maio diz que, em todo o negócio de reprodução animal, o faturamento da Ourofino superou R$ 16 milhões, com um crescimento de 45% em relação aos R$ 11 milhões do ano anterior.

Na Pfizer, as vendas de IATFs também crescem "a taxa de dois dígitos", conforme o presidente da divisão de saúde animal, Jorge Espanha, informou em entrevista à Folha no final de 2010.

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