Sábado, 16 de Dezembro de 2017

semana que vem

Mercadante deve assumir Casa Civil

27 JAN 2014Por terra10h:45

Apesar de já ter sido escolhido pela presidente Dilma Rousseff para comandar a Casa Civil com a saída de Gleisi Hoffmann, o ministro Aloizio Mercadante só deve ocupar o novo posto na semana que vem, segundo interlocutores do Palácio do Planalto. Dilma definiu parte da reforma ministerial, mas os anúncios devem ficar para o fim desta semana, quando ela retorna de Havana (Cuba), onde participa de reunião de cúpula da Comunidade de Estados Latino Americanos e Caribenhos (Celac).

A passagem de bastão na Casa Civil vem se mostrando complexa, uma vez que a pasta tem um forte papel gerencial no governo. Gleisi Hoffmann chegou a antecipar seu retorno das férias para a última sexta-feira, quando se reuniu por uma manhã inteira com seu sucessor. Outros encontros entre os dois são esperados ao longo desta semana – inclusive nesta segunda-feira.

Com Mercadante, a Casa Civil voltará a ter status de superministério, ganhando forte influência política no governo – assim como era na época de Antonio Palocci. A mudança de perfil deverá, consequentemente, enfraquecer a Secretaria de Relações Institucionais, pasta que tem a atribuição de fazer a articulação política, hoje com Ideli Salvatti como titular.

Derrotado na última eleição para o governo do estado de São Paulo, Aloizio Mercadante vem aumentando seu espaço na gestão Dilma Rousseff. No início do mandato, ele foi nomeado ministro da Ciência e Tecnologia. Com a saída de Fernando Haddad para a campanha pela prefeitura de São Paulo, Mercadante chegou ao Ministério da Educação, de maior visibilidade e orçamento.

Gleisi, por sua vez, está no comando do ministério há pouco menos de três anos, mas ocupou a pasta em um caráter mais técnico, tocando projetos importantes do governo, como o Programa de Investimentos em Logística, que privatizou rodovias, portos e aeroportos. Ela retorna ao Senado Federal, onde tem mandato, para tentar mais projeção junto à sua base eleitoral antes de concorrer ao governo do Paraná nas eleições de outubro.

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