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Menores flagrados ao volante cumprem metas socioeducativas

15 ABR 10 - 04h:34
Anahi Zurutuza

Grupo de 100 menores  surpreendido pela fiscalização dirigindo carros ou pilotando motocicletas estão cumprindo medidas socioeducativas promovidas pelo Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran/MS).  Ontem eles participaram do primeiro de uma série de seis encontros  do Programa Socioeducativo de Segurança no Trânsito (Premi Junior).
Segundo o mestre em Psicologia do Trânsito, Renan da Cunha Soares, palestrante de ontem, “a maioria dos adolescentes que cometem infrações de trânsito volta a repetir os erros quando adultos e habilitados”.
 Levantamento do departamento de estatísticas do Detran mostra que todos os anos  aumenta a quantidade de adolescentes encaminhados para fazer o curso. Até há bem pouco tempo,  eram 50 infratores a cada seis meses . Nas duas edições do ano passado, foram encaminhados ao ciclo de palestras 80 infratores e na primeira edição deste ano já são 100.
“Para a gente que trabalha com esses jovens há algum tempo, o aumento na quantidade de infratores com certeza é preocupante. Venho falar para os pais justamente isso, apelar para o amor que eles têm pelos filhos, mostro fotos e conto como é a rotina de trabalho dos bombeiros, para tentar sensibilizá-los”, afirma o bombeiro, sargento Adoaldo Chatobriand, que também ontem ministrou palestra para os pais dos adolescentes.
O sargento afirma, ainda, que tem sido mais comum para o Corpo de Bombeiros socorrer vítimas de acidentes de trânsito que envolvem menores na direção. “A gente se depara com, pelo menos, três casos por mês. Se a gente pensar que estes menores não deveriam estar dirigindo, o número tem de ser considerado alto”.
W.P., 17 anos, que participou ontem da palestra, foi pego em uma blitz pilotando, há dois meses, e conta que comprou a moto com o dinheiro que ganha trabalhando em uma oficina mecânica. “Eu não precisava, mas era legal”, afirma.
Segundo o psicólogo Renan Soares, assim como W.P., adolescentes que cometem infrações no trânsito geralmente são do sexo masculino e usam os veículos como demonstração de “status e poder”. “Dirigindo um carro, o infrator acaba sendo o diferencial do seu grupo de adolescentes. O problema é que por não ser habilitado  nem maduro o suficiente para assumir a direção, ele acaba sendo um risco para o trânsito”.
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