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Campo Grande - MS, terça, 23 de outubro de 2018

Meirelles reitera que não aceitará inflação acima da meta em 2011

3 ABR 2010Por 00h:05
Adriana Fernandes e Fabio Graner (AE)

No mesmo dia em que anunciou a sua desistência de se candidatar a um cargo político nas próximas eleições, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, marcou posição e disse que o banco não pode aceitar que a inflação “no horizonte relevante à frente” fique acima do centro da meta, hoje fixada em 4,5%. “Isso não”, disse.

Ele afirmou que o BC calibra a política monetária mirando o IPCA no centro da meta “no horizonte relevante”, que hoje seriam os próximos 12 meses e o ano de 2011. Segundo ele, o BC está sempre olhando para a frente e não busca corrigir a inflação passada. Seu foco, ao contrário, é combater altas que podem se tornar persistentes na inflação ou choques específicos que podem se espalhar para outros preços.

Meirelles destacou que, apesar de o Relatório Trimestral de Inflação projetar um IPCA de 5,2%, acima portanto do centro da meta em 2010, ele considera que o mais importante é que, para este horizonte que interessa, o IPCA está até um pouco abaixo de 4,5% na projeção do BC.
Ao ser questionado se seria um problema o IPCA fechado este ano em 5,2%, como previsto no relatório, Meirelles lembrou que durante os últimos sete anos a inflação oscilou algumas vezes acima do centro da meta e outras um pouco abaixo. “É normal que a inflação orbite em torno do centro da meta. O que não seria normal é o BC aceitar a inflação acima do centro da meta em horizonte relevante”, avaliou.

Meirelles disse ainda que não considera uma possibilidade descartada o IPCA ficar no centro da meta de 2010 (de 4,5%), embora tenha ressaltado que isso depende de diversos fatores. “O BC não vai necessariamente fazer uma política de desequilíbrio visando corrigir algo que possa ser controlado. Agora, aquilo que é permanente, que é uma tendência, que está nos núcleos de inflação, vai ser combatido”, afirmou.
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