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Campo Grande - MS, quinta, 13 de dezembro de 2018

TÓQUIO

Medo de radiação causa pânico e provoca fuga

15 MAR 2011Por REUTERS14h:55

Várias pessoas deixaram Tóquio nesta terça-feira e moradores permaneceram dentro de casa em meio ao temor de que a radiação de uma usina nuclear atingida pelo terremoto de sexta-feira (11) afete a capital, uma das cidades mais povoadas cidades do mundo.

A usina nuclear de Fukushima, afetada pelo tremor, fica 240 quilômetros a norte de Tóquio. Autoridades disseram que a radiação na capital do país estava dez vezes acima do normal à noite, mas que não seria o suficiente para prejudicar a saúde. Apesar disso, moradores e turistas decidiram deixar a cidade.

Várias empresas retiraram seus funcionários de Tóquio, visitantes reduziram o período de férias e companhias aéreas cancelaram voos. A Administração de Aviação dos Estados Unidos informou que se prepara para redirecionar rotas caso a crise nuclear se agrave.

Aqueles que permaneceram na capital japonesa decidiram estocar alimentos e outros suprimentos, temendo os efeitos da radiação, que causou pânico na cidade de 12 milhões de habitantes.

No principal aeroporto da cidade, centenas de pessoas se enfileiravam, muitas delas com crianças, para embarcar em voos deixando o país.

"Não estou tão preocupado com um outro terremoto. É a radiação que me assusta", disse Masashi Yoshida, enquanto segurava a filha de cinco anos no aeroporto de Haneda.

Turistas, como a norte-americana Christy Niver, também decidiram deixar Tóquio. "Estou apavorada, preferia até estar no olho de um tornado", disse sua filha, Lucy. "Quero ir embora".

Muitas lojas da cidade já não tinham mais arroz -- um produto essencial no Japão-- e as prateleiras que continham pão e macarrão instantâneo estavam vazias.

RADIAÇÃO

Cerca de oito horas depois de novas explosões atingirem a usina, a agência meteorológica da ONU informou que os ventos estariam dispersando o material radioativo para o oceano Pacífico, distante do Japão e de outros países da Ásia.

A Agência Meteorológica Mundial, sediada em Genebra, informou, no entanto, que as condições climáticas podem mudar.

Alguns cientistas fizeram apelos para que a população de Tóquio mantenha a calma.

"O material radioativo vai chegar a Tóquio, mas ele é inofensivo ao corpo humano, porque se dissipará até chegar a Tóquio", disse Koji Yamazaki, professor da escola de ciência ambiental da Universidade de Hokkaido.

"Se o vento ficar mais forte, isso significa que o material voará mais rápido, mas também que se dispersará ainda mais no ar".

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