domingo, 15 de julho de 2018

CÂMBIO

Medidas do BC não devem barrar planos de turistas

7 JAN 2011Por INFOMONEY00h:03

As novas medidas do Banco Central, anunciadas ontem para conter a desvalorização do dólar frente ao real não devem provocar grandes mudanças no bolso de quem está planejando fazer viagens internacionais.

“Na verdade, essas medidas para o viajante não gerarão grandes impactos”, afirma o gerente de câmbio do banco Confidence, Felipe Pellegrine. “Para uma pessoa de alta renda, que viaja com U$ 10 mil, não vai ter grandes diferenças”, ressalta.

E mesmo para quem está começando a viajar, como os consumidores da classe C, não haverá grandes mudanças. Para eles, Pellegrine ressalta que não é preciso deixar o planejamento de lado devido às mudanças.

Aproveitando o momento
Para o gerente, quem está pensando nas férias de julho ou mesmo já está se planejando para o próximo verão deve aproveitar para comprar pacotes e passagens, cotados em dólar, agora.

“Comprar agora ajuda a minimizar riscos de mudanças bruscas”, afirma. Apesar disso, Pellegrine não acredita nessas mudanças. O Banco Central estabeleceu um prazo de três meses para que as medidas comecem a vigorar. “Esse prazo ajuda o dólar a não registrar nenhum movimento forte”, ressalta. “O impacto mais forte, na verdade, será agora, por conta da notícia”, disse.

Depois disso, na sua avaliação, a tendência é que o câmbio se estabilize e, mesmo com as medidas, continue em tendência de queda. “O movimento é de queda, mas o Governo não vai deixar que continue, o limite é de R$ 1,65”.

Sem as medidas, o gerente acredita que o valor do dólar chegaria a R$ 1,50 – o que não seria saudável para a economia, na sua avaliação. Independentemente das medidas, o recado para os turistas é que continuem o planejamento da viagem. “Quem tem real para trocar, o momento é agora”, ressalta.

O que mudou?
A partir de 4 de abril o BC irá recolher dos bancos brasileiros, sob forma de depósito compulsório, 60% do valor das posições de câmbio vendidas em dólar que excederem US$ 3 bilhões ou o seu patrimônio de referência. O compulsório será recolhido em espécie e não será remunerado.

Segundo o diretor de política monetária da instituição, Aldo Mendes, a medida visa a reduzir os US$ 16,8 bilhões de posições vendidas dos bancos brasileiros, para aproximadamente US$ 10 bilhões. Ou seja, as instituições financeiras poderão comprar U$ 6,8 bilhões, caso não quiserem recolher recursos em espécie ao BC.

As instituições bancárias do País terão até 4 abril para se adaptar à "medida de caráter prudencial", conforme classificou Mendes, afirmando também que "tudo mais constante, haverá uma consequente tendência de valorização do dólar", mas lembrou ainda que o mercado cambial está constantemente sujeito à externalidades.
 

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