Sexta, 15 de Dezembro de 2017

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Medidas ajudam na adaptação ao fim do horário de verão

15 FEV 2014Por G108h:00

O fim do horário de verão pode impactar a rotina, mas não causa problemas para a saúde, segundo médicos. A principal recomendação dos especialistas é tentar manter os mesmos hábitos e a qualidade do sono. O horário de verão, em vigor em dez estados desde o final de outubro, acaba à 0h deste domingo (16). Os relógios devem ser atrasados em uma hora, ou seja, no minuto seguinte após as 23h59min deste sábado (15), o relógio deve voltar a marcar 23h.

“O final do horário de verão é mais fácil do que o começo. O único problema é que no final do dia vai estar mais escuro e talvez o dia não renda tanto, talvez não dê pra fazer atividade física no final do dia. Mas não tem nenhum impacto na saúde”, afirma Arnaldo Lichtenstein, clínico geral do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Para o dia em que ocorre a mudança de horário, sua recomendação é que as pessoas aproveitem para dormir mais. “Uma dica legal é aproveitar a hora a mais para dormir bem. Como em todos os dias do ano, o ideal é ter um ambiente de sono escuro, silencioso e arejado”, diz. O clínico geral também recomenda que não se realize atividades estimulantes, como assistir à televisão, ficar no computador ou jogar videogame, até meia hora antes de se deitar.

Nos dias seguintes, a principal mudança será para os que acordam cedo. “Você vai acordar e não vai estar tão escuro. E o corpo agradece”, diz.

Em relação a horários de refeições ou para tomar remédios, ele explica que as pessoas devem seguir o horário do relógio e não precisam fazer contas. “Não precisa se estressar. Se atrasar o remédio, não vai impactar desde que a pessoa continue seu consumo regular a partir daí”, explica.

Para as crianças, segundo o médico, é ainda mais fácil passar pela mudança. “A criança faz o horário dela. A dica é deixar ela dormir ou, se ela pode aguentar mais, deixar seguir o ritmo dela. Não precisa ficar acordando mais cedo ou mais tarde”, afirma.

Para Mauricio Miranda Ventura, geriatra do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, a hora que se “ganha” ao atrasar o relógio talvez possa afetar a rotina dos mais velhos. “Os mais idosos talvez sofram mais porque são mais rígidos com a rotina, têm hábitos regulares e manias. Mas a mudança não tem impacto no organismo”, diz.

Dormir menos seria o problema, segundo ele. “A privação do sono traz consequências para a saúde. Principalmente para pessoas com sono irregular ou com determinados problemas cardíacos, como pressão arterial ou risco de infarto. Mas a questão de ser só uma hora impacta menos na saúde”, diz. “A dica é tentar manter a rotina da melhor maneira possível e próximo do hábito normal”.

Mudança de horário
O horário do verão acabará à meia noite do sábado (15) para o domingo (16). Os relógios devem ser atrasados em uma hora.

Os dez estados afetados são Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, além do Distrito Federal. As regiões Norte e Nordeste não participam do horário de verão.

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