Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

Campo Grande - MS, terça, 18 de setembro de 2018

Médicos suecos fazem primeiro transplante de útero

14 JAN 2014Por agência Estado02h:00

Uma equipe médica da Suécia informou nesta segunda-feira que nove mulheres fizeram com sucesso transplante de útero doado por parentes e em breve poderão ficar grávidas. As mulheres, que estão na faixa dos 30 anos, nasceram sem útero ou foram obrigadas a removê-lo por motivos de saúde, fazem parte da experiência pioneira de transplante de útero com o objetivo de engravidar.

Transplantes de órgãos - coração, fígado, rins - para salvar vidas são feitos há décadas e os médicos estão aprimorando cada mais transplantes de mãos, faces e outras partes do corpo para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O transplante de útero realizado na Suécia - o primeiro temporário e com o objetivo apenas de procriar - significa um avanço da medicina, mas salienta novas preocupações.

Duas tentativas anteriores de transplante de útero foram feitas na Turquia e Arábia Saudita, mas as duas não resultaram em gravidez. Cientistas no Reino Unido, Hungria e de outras partes também planejam cirurgias similares, mas a Suécia avançou no processo.

"Este é um novo tipo de cirurgia", afirmou Mats Brannstrom, chefe do departamento de obstetrícia e ginecologia da Universidade de Gothenburg, que liderou a iniciativa. No próximo mês, ele e seus colegas administrarão o primeiro workshop sobre como fazer um transplante de útero e planejam publicar um trabalho científico sobre seus estudos.

O médico disse que as nove mulheres que fizeram o transplante estão bem. Uma delas teve uma infecção logo após a cirurgia e outras tiveram episódios menores de rejeição, mas nenhuma das transplantadas ou doadoras precisaram de cuidados intensivos após a cirurgia. Os transplantes começaram a serem feitos no final de setembro e entre as doadoras estão mães e outros parentes das receptoras. Pacientes e doadoras não foram identificadas.

Especialistas classificaram o projeto como significativo, mas salientaram que não há conhecimento sobre se os transplantes resultarão em crianças saudáveis. A técnica usada na Suécia, usando doadores vivos, é controversa. No Reino Unido, médicos também planejam este tipo de cirurgia, mas usarão apenas úteros de doadoras mortas. Este foi também o caso da Turquia no ano passado.

"Mats fez algo impressionante e entendemos completamente porque ele tomou esse caminho, mas nos preocupamos com decisão", afirmou Richard Smith, médico e diretor de um serviço de assistência que está tentando levantar 500 mil libras para levar à frente cinco operações deste tipo no Reino Unido.

Para Smith, o transplante de útero é uma histerectomia radical, mas é de alto risco para a doadora. O médico disse que autoridades britânicas não consideram ético permitir que essas doadoras corram esse risco em uma operação que não tem como objetivo salvar vidas.

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também