INVESTIGAÇÃO

Médicos que brigaram em sala de parto ainda atendem

Médicos que brigaram em sala de parto ainda atendem
10/09/2010 07:53 -


bruno grubertt E daniella arruda

Os médicos Orozimbo Ruela Oliveira Neto e Sinomar Ricardo, acusados de brigar dentro da sala de parto do Hospital de Ivinhema, o que teria causado atraso no nascimento e, consequentemente, a morte de um bebê, mudaram-se para outras cidades e continuam atuando normalmente em hospitais públicos. De acordo com o que apurou a reportagem, ontem à tarde, Orozimbo estava de plantão no Hospital Municipal de Deodápolis e, à noite, Sinomar iniciaria o plantão no Hospital Municipal de Alta Floresta (MT). Eles são investigados pela morte da criança.
Em 21 de fevereiro, o médico Orozimbo, responsável pelo pré-natal da paciente Gislaine de Matos Rodrigues, a internou no Hospital de Ivinhema. Quando o parto estava prestes a começar, na madrugada de terça-feira, outro médico, Sinomar Ricardo, teria invadido o centro cirúrgico dizendo que o plantão era dele e, portanto, assumiria o parto da costureira. Segundo a família, os dois começaram a discutir e chegaram a se agredir fisicamente.
Por causa da confusão, os médicos foram retirados da sala por seguranças do hospital, o parto foi interrompido e só foi realizado por um terceiro profissional uma hora depois. A criança nasceu morta e, segundo o atestado de óbito, o motivo foi “sofrimento fetal agudo e anoxia (falta de oxigênio)”.
O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM-MS) instaurou  sindicância, porém o resultado ainda não foi divulgado. Com isso, os profissionais continuam atendendo (Veja matéria nesta página).

Investigação
Procurado ontem para falar sobre o inquérito que investiga a responsabilidade dos médicos na morte do bebê, o titular da Delegacia de Ivinhema, delegado Lupércio Degerone Lúcio, não foi encontrado na delegacia e não atendeu às ligações feitas para seu telefone celular.
Por meio da assessoria de imprensa, a Polícia Civil informou que o inquérito ainda não foi concluído porque  falta o resultado de um exame feito pela perícia. O resultado, de acordo com a polícia, pode sair “a qualquer momento”. Os dois profissionais podem ser indiciados por homicídio doloso.
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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".