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Campo Grande - MS, terça, 23 de outubro de 2018

Médico recorre à Justiça para tentar voltar ao trabalho

13 AGO 2010Por 08h:14
MILENA CRESTANI

O médico Alexsandro de Souza, que teria mutilado pelo menos 100 mulheres durante cirurgias plásticas malsucedidas, tenta, na Justiça, reverter a decisão do Conselho Regional de Medicina (CRM) de Mato Grosso do Sul de suspendê-lo das atividades por seis meses. Ontem, o advogado Leandro de Moura Moura, que representa o profissional, estava em São Paulo para agilizar o julgamento de agravo de instrumento impetrado no Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região.
Ele ingressou ainda em julho deste ano, com a revogação do pedido de interdição cautelar do médico. A alegação no recurso é de que o Conselho Regional de Medicina não tem competência para interditar o exercício profissional do médico, pois a questão está prevista no Código Civil Brasileiro.  “Há vários precedentes, inclusive no TRF 3ª Região, de que o Conselho não tem competência para interditar os médicos. Com base nisso, a resolução que determinou a suspensão de Alexsandro é ilegal”, afirmou o advogado.
Apesar de não ser especializado em cirurgia plástica, o advogado confirma que Alexsandro chegou a realizar procedimentos do tipo. “De fato, ele chegou a realizar algumas cirurgias plásticas, mas dentro da defesa apresentada há desdobramentos que permitem a possibilidade de o médico-cirurgião poder fazer algumas operações do tipo”.   
O médico continua morando na cidade de Fátima do Sul, onde teria realizado parte das operações malsucedidas. No entanto, conforme o advogado, Alexsandro não está trabalhando. “Ele está em casa descansando e, inclusive, enfrenta dificuldades por conta da usurpação de seus proventos”. Alexsandro de Souza foi punido com a divulgação de uma nota, na quarta-feira, pelo CRM para alertar a sociedade sobre a suspensão das atividades do médico desde maio, o que estava sendo descumprido.

Acusações
Além das operações que deixaram sequelas em quase 100 mulheres, conforme número repassado pela Associação de Vítimas de Erros Médicos de Mato Grosso do Sul, Alexsandro é acusado da morte de Cristiane Medina Dantas, 23 anos, em Fátima do Sul, em 2008. A jovem foi submetida a uma abdominoplastia (cirurgia para retirar gordura da pele em excesso da região abdominal) em uma clínica do profissional, que foi fechada após a morte.
Conforme o advogado, o médico nega todas as acusações. “O Conselho não tem nenhuma prova substancial. Inclusive, há várias pessoas que passaram por cirurgias com o Dr. Alexsandro, inclusive autoridades de Fátima do Sul, e não tiveram nenhum problema. Pelo contrário, fazem muitos elogios”.
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