Domingo, 25 de Fevereiro de 2018

silvicultura

Mato Grosso do Sul é o 3º do País em área de florestas plantadas

24 OUT 2010Por ADRIANA MOLINA00h:30

 

Graças ao planejamento e incentivo, Mato Grosso do Sul vive um momento de franca expansão da silvicultura. Apenas entre 2005 e 2009, o Estado apresentou o terceiro maior crescimento em área do País, de 102%, ficando atrás apenas de Tocantis (+2.026%) e Maranhão (+126%). Entretanto, ambos estados não ultrapassam MS no ranking nacional, em que respondemos por 5% da área total de florestas plantadas no Brasil.

O montante de quase 380 mil hectares, faz de Mato Grosso do Sul o 7º em maior área do País. "Somos um dos apenas dois estados que têm um plano florestal, que propõe e estabelece metas, ações de incentivo ao desenvolvimento da silvicultura. E planejamento é essencial para se ter um desenvolvimento acelerado", pondera o diretor executivo da Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas (Reflore/MS), Benedito Mário Lázaro.

Segundo ele, o Plano Florestal foi responsável por mapear regiões não muito aproveitadas por outras culturas e propor ações de fomento a silvicultura nesses locais. Por conta disso, o leste de Mato Grosso do Sul, de solos fracos e arenosos, em que a pecuária era uma das poucas alternativas, hoje se tornou polo de produção silvícola e atrativo de grandes indústrias que utilizam a madeira de florestamento como matéria-prima.

Incentivos fiscais, como a doação de terrenos, redução de carga tributária e desoneração da licença ambiental, fizeram disparar o volume de empresas de papel, celulose e moveleiro no Estado, que hoje respondem por cerca de 60% da área de florestas plantadas em MS.

O segmento florestal, com a silvicultura, siderurgia a carvão, indústria de fabricação de produtos de madeiras e móveis, e a indústria de celulose e papel, respondem por 5.926 postos de trabalhos diretos e outros 20.964 indiretos no Estado, representando 1,94 ponto percentual de total o emprego do segmento no Brasil.

As exportações de Mato Grosso do Sul de produtos oriundos de florestas plantadas saíram de US$ 40,3 milhões em 2004 para atingir em 2009 cerca de US$ 88,8 milhões. Apenas de papel e celulose foram US$ 74,9 milhões.

 Mão de obra
Como em qualquer outra atividade que vive expansão acelerada, a silvicultura esbarra na insuficiência de mão de obra qualificada. Jaime Verruck, diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) aponta que essa carência abrange desde os níveis elementares da colheita florestal, operacionais fabris, nível técnico até cargos de gestão.

Somente a entidade já qualificou mais de 6,2 mil trabalhadores na região de Três Lagoas, e mesmo assim a demanda é crescente a medida que a cultura avança. "A colheita florestal atualmente tem demandado capacitações na formação de operadores e mecânicos de manutenção de máquinas e temos como prioridade para este ano o estabelecimento de parcerias para o desenvolvimento de novas estratégias pedagógicas para adequado atendimento ao setor", afirma.

 

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