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Matadores de empresários vão ser transferidos para presídio

5 ABR 10 - 21h:09

Rose Rodrigues, Três Lagoas

 

Oriosvaldo Samuel dos Santos, o "Bananinha", de 24 anos, e Maxsuel da Silva Correa, o"Branco", de 20 anos, ambos acusados de latrocínio (morte seguida de roubo), vão ser transferidos nesta terça-feira para o Presídio de Segurança Média de Três Lagoas. A prisão preventiva foi decretada ontem. Eles foram presos na semana passada, acusados da morte do empresário Uiramar Ferreira Nobre, 35 anos, dono da funerária Pax Vida. Os dois deixaram a vítima agonizando num matagal, na BR-158, entre Três Lagoas e Selvíria, e incendiaram o carro. Uiramar, que era conhecido na cidade como William, também era presidente do PDT local.
Os dois acusados também foram indiciados pela morte de Nilson Pereira Luiz, 39 anos, assassinado a facadas e degolado, em dezembro de 2008, cujo corpo foi encontrado numa estrada vicinal, próximo ao Alto Sucuriú. Nos dois casos, a dupla era conhecida das vítimas.

Segundo informações do delegado Ailton Pereira de Freitas, a participação dos dois no crime contra o empresário foi descoberta durante as investigações de um outro delito registrado na cidade, quando os policiais encontraram um aparelho de telefone celular, que havia sido vendido por Maxsuel Correa para um homem que foi detido no 1º Distrito da Polícia Civil. "Branco", que havia vendido o celular roubado, já estava preso há alguns dias, por quebra de regime semiaberto. Já o outro acusado, o "Bananinha", foi preso numa propriedade rural.

Maxsuel Correa declarou em seu depoimento que foi convidado por "Bananinha" para participar do sequestro de Uiramar. No dia do crime, encontrou o comparsa cerca de um quarteirão da estação rodoviária, onde ele já estava com a vítima, amarrada e amordaçada no porta-malas do veículo Astra de placa HTD-0962.

Depois disso foram a um posto de combustível, onde compraram um litro de gasolina, seguindo então para a BR-158 e entrando na estrada vicinal. Neste local atiraram duas vezes no empresário e o espancaram. Após abandonarem a vítima, voltaram para a rodovia e percorreram mais cinco quilômetros e entraram novamente em uma outra estrada vicinal, onde incendiaram o veículo, depois de retirar tudo o que estava dentro, inclusive o celular do empresário, vendido por um deles posteriormente. O outro acusado, Oriosvaldo Samuel, nega participação no crime.

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