Marun defende André, mas acaba admitindo propaganda enganosa

Marun defende André, mas acaba admitindo propaganda enganosa
29/04/2010 06:38 -


O deputado estadual Carlos Marun (PMDB) subiu ontem à tribuna da Assembleia Legislativa para defender o governador André Puccinelli (PMDB) da acusação de fazer propaganda pessoal com dinheiro público e acabou admitindo que o Executivo se apropriou de obras federais para promover a administração do PMDB. Ele reconheceu que a fatia maior dos R$ 172 milhões investidos em Corumbá saiu dos cofres da União. “Nunca escondemos isso”, declarou.
A polêmica veio à tona na semana passada, quando o deputado estadual Paulo Duarte (PT) levou ao plenário da Assembleia panfleto do Executivo estadual com o título: “o Governo do Estado investe R$ 172 milhões em Corumbá”. O parlamentar acusou Puccinelli de fazer propaganda enganosa e de cunho pessoal, pois a maior parcela dos investimentos em andamento é patrocinada pela União.
Para Marun, não interessa a origem do recurso. “A forma como estão interpretando a captação da verba é errada. Experimente ficar sentado para ver se vem dinheiro. Isso depende de credibilidade e competência”, defendeu. “O que existe é um governo que vai buscar o que é nosso, levando em conta que a União fica com 54% do bolo tributário”, completou. “E prestamos conta disso”, concluiu.
Porém, Duarte defendeu que a propaganda deve ser clara, mostrando a origem dos recursos. “Mas o André personifica os investimentos como se ele fosse o único responsável pelas obras”, explicou. Marun lembrou, ainda, que o panfleto informa que a União repassou o dinheiro. “A questão é que em letras garrafais o governador se vangloria e em letras minúsculas descreve a origem dos recursos”, ressaltou o petista.
Anteontem, Duarte apresentou representação à Procuradoria Regional Eleitoral, em Campo Grande, acusando Puccinelli de fazer propaganda antecipada e de abuso de autoridade.

Fortuna em caixa
Além disso, Paulo Duarte acusou Puccinelli de manter fortuna em bancos para, de olho na reeleição, gastar em ano eleitoral. O próprio governo reconheceu ter em caixa R$ 1,2 bilhão. “Ele (Puccinelli) guardou esse dinheiro com fins eleitoreiros”, afirmou o petista. “Então, o que significa distribuir, em véspera de eleição, R$ 500 mil para os prefeitos investirem em asfalto?”, questionou. (LK)
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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".