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HAITI

Martelly vence eleição presidencial, dizem dados preliminares

5 ABR 2011Por g100h:00

O cantor popular Michel Martelly foi eleito presidente do Haiti com 67,57% dos votos no segundo turno, mostraram resultados preliminares divulgados ontem (4).

Ele disputou o segundo turno em 20 de março, contra a ex-primeira dama Mirlande Manigat, que teve 31,74% do votos, segundo o Comitê Eleitoral.

Estes números iniciais podem ser desafiados judicialmente e alterar a divulgação do resultado definitivo, que deve ocorrer em 16 de abril.

Numerosos capacetes azuis da Missão da ONU no Haiti (Minustah) foram mobilizados ontem em Porto Príncipe, na expectativa do anúncio oficial dos resultados.

Martelly, um cantor popular de 50 anos, conhecido como "Tet Kalé" ("cabeça calva" em língua crioula) por seus seguidores, sucederia, se confirmados os resultados, ao presidente René Préval à frente do país mais pobre da América Latina, nos próximos cinco anos.

Sua vitória era inesperada, uma vez que inicialmente ele não passou pelo primeiro turno. Mas as fraudes detectadas permitiram a ele apresentar-se no lugar do candidato governista Jude Célestin para enfrentar a ex-primeira-dama e intelectual Manigat.

Horas antes do anúncio oficial dos resultados, a secretária de Estado de Segurança Pública, Aaramick Louis, havia pedido aos candidatos que solicitassem a seus seguidores "não manifestar-se com violência nas ruas", por temor a enfrentamentos, como aconteceu depois do primeiro turno.

Segundo anúncio do Conselho Eleitoral Provisional (CEP) na semana passada, a consulta de 20 de março esteve manchada por fraude. Várias atas enviadas pelos centros de votação foram anuladas.

Ao suceder a Préval, Martelly assumirá um governo amputado pelo terremoto devastador de 12 de janeiro de 2010, que deixou cerca de 250 mil mortos.

O país também enfrentou uma epidemia de cólera, que deixou mais de 5.000 mortos desde meados de outubro.

O segundo turno eleitoral esteve marcado pela volta ao país do ex-presidente Jean Bertrand Aristide, depois de sete anos de exílio na África do Sul.

A volta, no dia 16 de janeiro, do ex-ditador Jean-Claude Duvalier, depois de 25 anos na França, já havia complicado o panorama político.

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