Quarta, 13 de Dezembro de 2017

REFORMA MINISTERIAL

Marta desconversa sobre substituir Mercadante

24 JAN 2014Por FOLHA PRESS14h:37

A ministra da Cultura, Marta Suplicy (PT), desconversou ao ser perguntada sobre se a presidente Dilma Rousseff a convidou para assumir o ministério da Educação.

No dia 18 de janeiro, Dilma formalizou convite a Aloizio Mercadante, hoje titular da Educação, para que ele substitua a ministra Gleisi Hoffmann na Casa Civil. Com a ida de Mercadante para a Casa Civil, o nome de Marta é cotado para assumir a pasta da Educação.

"A [pasta da] Educação não tem nada a ver comigo. Estou na Cultura e feliz da vida", afirmou ontem, pouco antes da cerimônia de inauguração de uma unidade do CEU (Centro de Artes e Esportes Unificados) em Sertãozinho (a 333 km de São Paulo).

Reforma ministerial

Uma das apostas da presidente Dilma para ocupar a vaga de Fernando Pimentel (PT), que deixará o Ministério do Desenvolvimento para concorrer ao governo de Minas Gerias, é o do industrial Josué Gomes da Silva, dono da indústria têxtil Coteminas e filho do vice-presidente José Alencar. Seria uma forma de quebrar a tensão com o setor produtivo.

Contudo, líderes empresariais estão evitando encampar publicamente o nome de Silva para pasta de Desenvolvimento. Apesar de gostarem da opção, não querem se sentir devedores da presidente Dilma Rousseff.

No dia 21 de janeiro, Dilma convidou Arthur Chioro, atual secretário da Saúde em São Bernardo do Campo (SP), para assumir o Ministério da Saúde no lugar de Alexandre Padilha (SP), que vai concorrer ao governo paulista.

O futuro ministro é alvo de investigação do Ministério Público de São Paulo por improbidade administrativa. Chioro afirmou que não vê "nenhuma irregularidade" em ser sócio de uma consultoria que atua na área da saúde ao mesmo tempo que ocupa o cargo de secretário municipal da Saúde em São Bernardo do Campo (SP), mas pediu afastamento da empresa e cedeu as ações para sua mulher, Roseli Regis dos Reis, que passa agora a ser a sócia majoritária.

Gleisi deixará o governo para se dedicar à campanha ao governo do Paraná. Na saída de Mercadante, MEC (Ministério da Educação) definiu em 2014 um reajuste de 8,32% no piso nacional dos professores da educação básica e causou atrito com a categoria.
 

Leia Também