Campo Grande - MS, terça, 21 de agosto de 2018

Nem samba nem forró

Mariana Aydar brinca com influências nordestinas em novo álbum

30 ABR 2011Por Folha05h:30

Só uma coisa consegue quebrar a calma e a tranquilidade da voz de Mariana Aydar: ousar falar que seus álbuns são de samba; ou que seu novo disco é de forró.

Depois de "Kavita 1" e "Peixes Pássaros Pessoas", a cantora paulistana está prestes a tirar do forno o terceiro álbum. "Olha, ele não é forró", já avisa aos desavisados sobre o novo CD, que deve sair em agosto.

O problema com os rótulos é a pedra na sua sandália. Ovacionada como autora de dois álbuns de samba, Mariana jura de pé junto que eles não são nada disso. "Acho o 'Peixes Pássaros Pessoas' mais rock'n'roll do que samba", desabafa.

Para piorar os problemas de identidade, dessa vez as influências vão de Luiz Gonzaga a Zé Ramalho, passando, é claro, por Dominguinhos. Mas elas não transformam o novo disco em um baião, garante.

Depois de tanta salada, afinal o disco é de quê? "É um disco da Mariana, cheio de influências da música brasileira".

Volta às origens

Dona de um sorriso cativante, Mariana flerta com o sertão desde pequena.

Quando era pequena, a presença de grandes nomes, como Luiz Gonzaga, era normal em sua casa. Depois, tocou em uma banda de forró. Hoje, produz um documentário sobre o Dominguinhos.

"A aproximação com o Dominguinhos, por causa do filme, foi ótima. Ele é um gênio". Tão ótima que os dois dividem uma faixa no futuro disco. Porém, o nome da música é quase segredo de Estado.

Mas nem tudo está perdido. No show da última quarta (27), que decretou o fim das apresentações de "Peixes Pássaros Pessoas" em solo paulistano, Aydar deu algumas dicas do que está por vir.

Em um espetáculo de pouco mais de uma hora, ela cantou duas músicas do novo trabalho. Uma delas foi "Galope Rasante", de Zé Ramalho. A outra, "Solitude", é composição sua com Jwala e Luisa Maita, e flerta com batidas e compassos nordestinos.

Mesmo assim, ela insiste que o álbum não é de forró. "Pode ser que seja um disco 'afro-mântrico'. Tenho uma relação muito espiritual com a música, sabe?", ri Mariana. É ver para crer.

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