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Março é o mês da angústia dos líderes políticos de MS

28 FEV 10 - 05h:26
Se para a maioria da população o mês de março é conhecido como mês das águas, para as lideranças políticas estaduais, este março será de angústia. A indefinição dos principais líderes partidários é a responsável única por esse clima de apreensão: o governador André Puccinelli (PMDB) apoiará a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata oficial do PT à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ou estará ao lado do governador de São Paulo, que seria o candidato tucano na disputa presidencial? De Brasília, o chefe do Executivo estadual recebeu um recado: se der palanque a qualquer opositor a Dilma, tanto ela quanto o presidente Lula estarão quantas vezes forem necessárias no palanque do ex-governador José Orcírio dos Santos, do Partido dos Trabalhadores. A advertência, supostamente em tom “cordial”, foi trazida pelo prefeito Nelsinho Trad quando de sua viagem a Três Lagoas, no avião presidencial. E foi feita de forma direta pelo presidente Lula: “avisa lá que, se necessário, eu vou. Para o palanque e em campanha de chão”. Em consequência, os peemedebistas angustiam-se diante da possibilidade de ter o presidente em campanha, pessoalmente, contra Puccinelli e a favor de Orcírio. Se o apoio direto do presidente ao candidato petista causará danos sérios ou não é o que se pretende averiguar em pesquisa com eleitores que foi iniciada nesta semana. O resultado é que deverá dar o rumo tanto ao governador quanto ao PMDB de Mato Grosso do Sul. Entre os prefeitos que apoiam Puccinel li existe, unamemente, clima de inquietação. Se a maioria quer a permanência do atual governador, também não há intenção de ficar contra Dilma Rousseff, muito menos contra o presidente. Como maior figura neste posicionamento, surge o prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), o primeiro a empunhar a bandeira da ministra e do presidente. André com Serra e Nelsinho com Dilma. Este poderá ser o pior cenário não só para a maioria dos prefeitos, mas igualmente para o PMDB e seus atuais aliados, o Democratas, o PSDB e o PPS. Um palanque para Dilma? Ou dois palanques? Isso forçaria os tucanos a lançar a senadora Marisa Serrano ao Governo do Estado, complicando ainda mais o atual quadro de indefinições angustiantes e prolongadas. O governador vai avaliar, por meio de pesquisa, quais os riscos à sua reeleição tendo o presidente Lula na campanha de José Orcírio. Ele também pretende analisar o tamanho do prejuízo eleitoral que pode sofrer se fizer aliança com Dilma, porque terá de en frentar Marisa Serrano na sucessão estadual. Com a chegada de março, aumenta a angústia dos líderes políticos. André está entre a cruz e a espada, como disse Nelsinho Trad. Os tucanos estão também preocupados com a indefinição de José Serra de concorrer à eleição presidencial. O PT ainda não sabe se poderá contar com o PTB e PSB em seu palanque. Outros partidos vivem o mesmo dilema.
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