Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

ECONOMIA

Mão de obra no setor canavieiro de MS começa a ser qualificada

Mão de obra no setor canavieiro de MS começa a ser qualificada
04/04/2010 19:46 -


VERA HALFEN

 

O corte de cana-de-açúcar – que dependia totalmente de mão de obra humana – já começa a ser substituído pela mecanização. Mesmo assim, o setor sucroalcooleiro deve elevar em 15% a contratação de mão de obra física neste ano. Na última safra (2009/2010), 38% da colheita já foi feita com o uso de máquinas. Em 2010/2011, este índice vai passar para 70%. Para evitar o futuro desemprego desses trabalhadores, o Governo do Estado, a Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (BioSul), Fundação do Trabalho de MS (Funtrab) e Sistema S, vão qualificar em um período de seis meses, 775 trabalhadores em diversos setores das indústrias sucroalcooleiras. Além disso, Governo do Estado, Federal e BioSul traçam meta de mais três mil qualificações, que estão sendo pleiteadas ainda para 2010.

De acordo com o presidente da BioSul, Roberto Hollanda Filho, "A troca de mão de obra humana pela mecanizada não significa desemprego no campo, mas um avanço, porque será oferecido o Plano Setorial de Qualificação (Planseq)". Hollanda frisa que mesmo com a mecanização do setor, a previsão é de aumentar em 15% o número de trabalhadores, que hoje está em torno de 25 mil postos.

A justificativa é a expansão do plantio de cana. O prazo para eliminar 100% da queima nas lavouras de cana termina, no Estado, em 2016. Já o Governo Federal o estendeu por mais dois anos, ou seja, 2018, porém, de acordo com Hollanda, existe projeto para diminuir o prazo em um ano, antecipando para 2017.

De acordo com o presidente da Funtrab, Cícero Ávila, no dia 13, será lançado o plano de qualificação para 775 trabalhadores em cinco regiões do Estado, envolvendo 12 municípios (veja infográfico). Os recursos investidos são da ordem de R$ 1,522 milhão.

Já em relação ao Planseq para três mil trabalhadores, Ávila frisa que "ainda não temos o valor do investimento para qualificar essas pessoas. Os cursos serão os mesmos aplicados para os 775 trabalhadores que começam a estudar na segunda semana de abril. Esta é uma maneira de desenvolver os municípios e trazer empregos para reduzir as desigualdades regionais e entre os municípios considerados como as mais pobres do Estado".

 

Mão de obra

Ávila frisa, também, que o estoque de empregos formais do setor sucroalcooleiro é de 13.072 trabalhadores, sendo 7.816 na produção de álcool e 5.246 no setor sucroalcooleiro. "Um terço está ligado ao plantio e corte de cana. Isso é preocupante, por conta da mecanização. A partir de 2011 teremos um impacto no mercado de trabalho, nesse sentido. Por outro lado, 80% desse um terço são de empresas terceirizadas. Vale destacar que o grande grupo de empregos está na produção de álcool e açúcar, dentro da indústria, de modo que o impacto não será tão grande".

Ainda segundo Ávila, "a mecanização não só traz benefícios ao meio ambiente (evitando a queima), como elimina os postos de trabalho em um setor considerado penoso e difícil. Estudiosos dizem que a vida útil de um trabalhador no corte de cana é de 15 anos e, depois disso, ele fica inapto para o trabalho, por conta de doenças ocupacionais".

Em relação à expectativa de desemprego dos cortadores de cana, ele frisa que "com a economia crescendo sistematicamente em Mato Grosso do Sul, teremos, a partir de intervenção pública, condições de remanejar esses trabalhadores para outros setores no mercado de trabalho. O que temos que resolver é a questão indígena – que trabalha no corte e plantio de cana – embora já esteja acontecendo uma adaptação do índio ao mercado de trabalho. Temos que tomar cuidado para que não haja ruptura com os hábitos e costumes indígenas", conclui. (com colaboração de Adriana Molina).

Felpuda


Dois pedidos de desculpas, de autorias diferentes, foram assuntos muito comentados nas redes sociais com críticas ácidas às suas declarações, até porque os envolvidos não só os usaram despropositadamente, como tiveram de voltar a eles para se redimirem. Um deles, inclusive, quase criou uma crise política da-que-las, o que obrigou seu pai, figurinha carimbada, a pular miúdo para colocar panos quentes sobre a questão. Essa gente!...