sexta, 20 de julho de 2018

FIEMS

Manutenção dos juros deve conter inflação

9 DEZ 2010Por Da Redação12h:30

O presidente da Fiems, Sérgio Longen, considerou acertada a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) de manter a taxa básica de juros Selic em 10,75% ao ano. “A preocupação é com os custos da empresas em um período difícil com pagamento do 13º salário. Para as indústrias, o temor, hoje, é com o risco da inflação”, ressaltou, lembrando que os valores da produção estão subindo, impulsionados inclusive pela falta de mão-de-obra qualificada, especialmente no setor da construção civil, fazendo com que esses gastos sejam transferidos aos preços finais dos produtos.

Segundo Sérgio Longen, as medidas de restrição ao crédito anunciadas pelo Banco Central na semana passada já mostram a inquietação da instituição financeira com o excesso de liquidez na economia e seus impactos sobre a trajetória da inflação, tornando desnecessário elevar a Selic. “Além disso, a atual taxa de juros do País ainda é das mais elevados do mundo. Somos contra usar os juros como forma de controle da inflação, pois essa medida impõe elevado custo ao setor produtivo e pressiona a valorização do real”, disse.

Com a decisão do Copom de manter os juros básicos em 10,75% ao ano, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva terminará deixando o País com a maior taxa real (descontada a inflação) do mundo, mesma posição que o Brasil tinha no começo da atual administração, em 2003, quando a taxa real (descontada a inflação projetada para 12 meses) era de 11% ao ano. Esse foi o último encontro do Copom no governo Lula, mas a maioria dos membros do Comitê deve permanecer no cargo na próxima gestão, entre eles, está o atual diretor de Normas, Alexandre Tombini, futuro presidente do BC.

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