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CIDADES

Mansão de cassino pertence a produtor

Mansão de cassino pertence a produtor
30/03/2010 22:47 - NADYENKA CASTRO


Imóvel onde funcionava o cassino fechado na segunda-feira, durante operação da Polícia Civil, está em nome do produtor rural Cícero Ferro. A casa está localizada na Rua Raul Pires Barbosa, Bairro Chácara Cachoeira, em Campo Grande. O delegado responsável pelas investigações, Paulo César Braus, da Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Deco), disse ontem que o proprietário ainda não foi ouvido, mas não detalhou o motivo.

A polícia tem informações que no local funcionava, provavelmente como fachada para o cassino, a Manancial Comércio Representações Ltda. A empresa está em nome de duas pessoas; porém, uma delas não tinha sequer conhecimento da sua participação na sociedade, como informou o delegado Antônio Silvano Mota, da Especializada de Ordem Política e Social (Deops), que também atua no caso.

Apesar dessas informações, a Polícia Civil ainda não concluiu as investigações e não sabe ainda quem era o responsável e comandava o cassino de luxo. O advogado de Cícero Ferro, Adonis Camilo Froener, explica que a casa não pertence mais ao produtor rural. “Ele vendeu em 2002. A pessoa não transferiu para o nome dela e em 2003 houve o processo de penhora”, diz Adonis. Inicialmente, a polícia não acredita que o imóvel tenha sido vendido.
Segundo o advogado, além de Cícero Ferro, o local já teve outros proprietários. “A casa já foi adquirida para duas ou três pessoas posteriormente, mas a escritura foi mantida em seu nome”.

 Adonis declara que o produtor rural não transferiu o imóvel para o nome do comprador “por questões pessoais”, acrescentando que o seu cliente comercializara o imóvel para pessoas amigas e, por isso mesmo, não via a necessidade da transferência.
Conforme o advogado, Cícero Ferro recebeu a quantia pela venda do bem através de depósito em uma conta na Caixa Econômica Federal e está organizando documentos que podem provar a negociação. De acordo com Adonis, o valor da penhora do imóvel é de R$ 90 mil.

Fachada
Segundo a Polícia Civil, a Manancial Comércio Representações está em nome de duas pessoas. “Tudo indica que se trata de nomes frios”, declarou o delegado Antônio Silvano. Uma delas, a que teria menor participação na empresa, teve os documentos furtados ano passado e descobriu que era empresária laranja, quando uma operadora de telefone móvel a procurou para questionar sobre o pedido de plano empresarial. O homem desconfiou que alguém estivesse usando indevidamente o nome dele, já que os documentos tinham sido furtados, e procurou a polícia.

A polícia também foi procurada por um empresário que levou calote da Manancial. A empresa comprou R$ 1.498 em pó de café e não pagou a dívida vencida no último dia 11. Na segunda-feira, o vendedor foi até o endereço informado pela Manancial, que era onde funcionava o cassino, e viu a polícia no local e então informou aos policiais a situação.
Segundo a polícia, a Manancial tinha intenção de comprar R$ 5 mil em pó de café, mas como era a primeira compra não foi atendido integralmente.

Operação Níquel
A ação que resultou na busca e apreensão em 11 locais, é resultado de um mês de investigações. Já está comprovado que um homem de nome Sidiglei é dono de máquinas que ficavam em pelo menos dois pontos fechados na operação.
O delegado Antônio Silvano explica que é difícil identificar os donos dos caça-níqueis porque a maioria não revela o verdadeiro nome a quem fica responsável pelas máquinas. “Eles não dão o nome verdadeiro ou mandam outras pessoas se passarem como donas”.
No cassino de luxo os policiais apreenderam, além das máquinas, correspondências.

Felpuda


As pré-candidaturas bizarras estão se espalhando nas redes sociais, nos perfis de quem acredita que esse tipo de “campanha eleitoral” poderá resultar em votos e até levar à conquista de uma vaga na Câmara Municipal de Campo Grande. Se antes isso era visto apenas no horário eleitoral na TV, agora está se espalhado como erva daninha nas redes. Como diria vovó: “Esse povo ainda se acha!” Afe!