Campo Grande - MS, domingo, 19 de agosto de 2018

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Major é preso por reclamar da estrutura dos Bombeiros

4 ABR 2011Por TERRA05h:19

Após reclamar da falta de estrutura do Corpo de Bombeiros Militar (CBM) no combate ao incêndio no Pavilhão do Artesanato, na praia de Pajuçara, em Maceió (AL), na sexta-feira, o major Carlos Burity foi preso por 72 horas, no quartel do CBM, no Trapiche da Barra. A assessoria do secretário de Defesa Social, coronel Dário César, confirmou a prisão. "Ele colocou assuntos da corporação em público, sem autorização", disse a assessoria. A falta rende processo disciplinar e está no regulamento do Código Policial Militar.

Por meio do microblog Twitter, o major comentou a decisão. "Decência, personalidade, capacidade! Repressão é termo usado na ditadura! Cumpro determinação e me encontro preso junto com meu filho no QCG", afirmou. "No quartel QCG PRESO! PRESO! Falei algo demais? Devo mentir? Tô conversando aqui com meu filho!", escreveu.

No incêndio de sábado, comerciantes vaiaram a ação dos bombeiros porque o carro deslocado para apagar as chamas não tinha água suficiente e teve de ser abastecido. "Há 16 anos venho sendo feito de palhaço", disse. "Todos sabem que faltam viaturas e equipamentos e somos nós que escutamos as reclamações da população como as de hoje. É preciso que todos saibam que a tropa é dedicada e faz o impossível para prestar o serviço ao alagoano", disse o major.

Também pelo Twitter, o secretário de Defesa Social, coronel Dário César, pediu respeito a hierarquia militar. "As org (organizações) militares são fundadas na hierarquia e disciplina através dos séculos. Qualquer tentativa de sua inobservância tem que ser reprimida!", disse. O Comando do CB ainda não se pronunciou sobre as críticas do major.

Carlos Burity já havia sido preso em abril de 2005 por distribuir aos veículos de comunicação mensagem eletrônica reclamando da falta de estrutura da corporação. O pedido de prisão foi feito pelo então governador, Ronaldo Lessa (PDT).

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