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Campo Grande - MS, quarta, 17 de outubro de 2018

Mais um médico é agredido em posto de saúde da Capital

19 FEV 2010Por 08h:29
Médico plantonista do Centro Regional de Saúde do Nova Bahia foi agredido a socos e empurrões por dois homens, na madrugada de ontem, em Campo Grande. O episódio ocorreu quando um dos agressores procurou atendimento médico e, após a acolhida feita pelo médico, diagnosticando que o caso não era grave, não teria concordado em aguardar enquanto o profissional atendia outros pacientes. Este foi o quarto caso de agressão em posto de saúde registrado na polícia em 40 dias — uma das ocorrências motivou, inclusive, solicitação de reforço policial para garantir a segurança dos atendentes. Em registro feito na Polícia Civil, o médico, de 35 anos, relatou que fazia plantão na unidade de saúde quando os autores chegaram, acompanhados da mãe, por volta das 3h30min. Eles procuravam atendimento para um dos jovens, que tem entre 18 e 20 anos, aproximadamente 1,8 metro de altura, vestido apenas com bermuda. A mãe e o irmão relataram ao médico que o paciente ingeriu bebida alcoólica, passou mal e manifestava formigamento nos braços. O comunicante da ocorrência os recebeu e verificou que o jovem estava consciente e não apresentava quadro grave. Ele foi colocado em uma cadeira de rodas e levado para a enfermaria, enquanto os familiares deveriam fazer o registro da entrada do paciente. O médico afirmou que passou a atender outros pacientes e, quando retornou para a enfermaria, foi agredido verbal e fisicamente pelos dois irmãos. Ainda de acordo com o registro policial, o médico foi salvo por pacientes que estavam no local e por funcionários, que contiveram os agressores. O profissional de saúde ficou ferido no rosto (abaixo do olho direito e acima do nariz). A família fugiu após o ocorrido, em um carro branco, mas a vítima não soube informar o modelo. A Polícia Militar foi acionada e fez rondas na região, mas não localizou os autores. A vítima relatou que no momento da agressão não havia ninguém fazendo a segurança da unidade de saúde. Outros casos Agressões a pessoas que trabalham em unidades de saúde da Capital ocorreram pelo menos três vezes desde janeiro deste ano. No último dia 4, uma mulher ameaçou matar funcionário do posto do Bairro Pioneiros. No dia 21 de janeiro, cerca de 20 pessoas invadiram a área em que os médicos trabalhavam e encurralaram os profissionais em uma sala. Esse fato motivou reunião da Prefeitura de Campo Grande com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública para reivindicar a presença de policiais militares nas unidades. O pedido foi negado, mas a promessa foi de criar um canal direto de comunicação de ocorrências de agressão. No dia 9 de janeiro, uma médica também sofreu agressões de uma paciente, no Bairro Coophavilla II. Os casos coincidem com o aumento da procura por atendimento médico por causa da dengue. Todas as unidades de saúde registraram aumento de pacientes em comparação com anos anteriores. Paralelamente a isso, houve redução no quadro de médicos por conta das férias.
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