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CIDADES

Mais reses roubadas por quadrilha são recuperadas pela polícia

Mais reses roubadas por quadrilha são recuperadas pela polícia
13/08/2010 08:15 -


Cícero Faria, Dourados

Depois de mais duas apreensões, feitas ontem, em fazendas da região de Bataguassu e Ivinhema, subiu para 439 o número de cabeças recuperadas por policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), unidade sediada em Dourados. O trabalho está sendo executado em conjunto com o  Garras, de Campo Grande.
Os rebanhos foram furtados por uma quadrilha especializada em abigeato, já presa, formada por sete pessoas, e que atuava em Mato Grosso do Sul e no Estado de São Paulo. Ontem foram identificados mais 175 bovinos furtados em fazendas dos municípios de  Rochedo, Anaurilândia e Angélica.
Segundo o delegado da Defron, Antônio Carlos Videira, existem boletins de ocorrência indicando o desaparecimento de 1.002 cabeças de gado, principalmente no sul do Estado. Ao todo 16 fazendas foram atacadas pela quadrilha. Mas, parte dos lotes apreendidos ainda precisa ter a propriedade identificada, através da marca a ferro quente e outros indícios.
O delegado explicou, ontem, que os furtos dos animais eram bem planejados pelo bando. Fingindo serem de empresas que faziam extermínio de cupins ou de reforma de pastagens, eles avaliavam a propriedade. Se o curral era perto das rodovias e a sede da fazenda mais afastada, eles manejavam o gado à noite e faziam o embarque em caminhões boiadeiros, usando notas fiscais de terceiros para o transporte.
As 1.002 cabeças estavam avaliadas em quase R$ 1 milhão. Mas com a recuperação de 439 bovinos o prejuízo caiu quase pela metade para os pecuaristas. As equipes da  Defron e  do Garras darão continuidade às investigações para tentar encontrar o restante do gado, com base nas informações dos ladrões presos na Capital.  
Videira acrescentou que vai  ser proposto à Justiça o confisco de bens móveis e imóveis dos ladrões para que os criadores lesados possam ser ressarcidos dos prejuízos com o furto do gado. Parte dos bovinos, que estava gordo,  foi comercializada imediatamente com frigoríficos na região  de Dourados e o restante vendido para produtores rurais.

Felpuda


Engana-se quem acha que diminuiu a voracidade de ter fatia de cobiçado bolo por parte de “quem manda”. O recuo realmente houve, mas só por enquanto e por uma questão de estratégia, até porque, nas primeiras investidas, as portas não se abriram. E continuam fechadas. Mas quem conhece bem a dita figurinha aposta que ela não desistirá até encontrar, digamos,  um “chaveiro amigo”. Essa gente não sossega nem diante da pandemia... Afe!