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sábado, 23 de fevereiro de 2019 - 18h04min

Maioria das pessoas pegas com produtos ilegais está sem trabalho

30 JUL 10 - 08h:22
Cerca de 80% das pessoas que são pegas tentando praticar o crime de contrabando ou descaminho nas fronteiras de Mato Grosso do Sul com Paraguai ou Bolívia estão desempregados e buscam uma forma de ganhar dinheiro na informalidade. A constatação é da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que verificou na maioria das operações de apreensão valores pequenos de mercadorias sem legalização, em média de R$ 3 a R$ 5 mil por pessoa, com o objetivo de comercialização no Brasil.
De acordo com o chefe substituto do Núcleo de Comunicação Social da PRF, Davidson Souza, mesmo depois da implantação de programas de formalização, com o Empreendedor Individual, que começou a vigorar no Estado no início deste ano - que tenta tirar da informalidade camelôs e outros que vivem da venda de produtos do Paraguai e Bolívia - os números de apreensões do tipo não recuaram, pelo contrário, só dispararam nos últimos seis meses.
“Mesmo que esses programas tenham surtido algum efeito, o número de gente que entra nessa atividade é muito maior do que o de que saem. Percebemos que pelo menos dobrou o volume de pessoas pegas tentando atravessar as barreiras policiais e fiscais praticando contrabando e descaminho para revender mercadoria no Brasil”,  relata Souza.
O fato, segundo ele, começou a ser mais intenso e frequente principalmente depois que a fiscalização aumentou em Foz de Iguaçu, há cerca de dois anos. Com dificuldades em entrar no País pelo município, os contrabandistas migraram para Mato Grosso do Sul, tentando entradas por Ponta Porã e Corumbá.
Entre os produtos mais aprendidos estão, além de pneus e cigarros, CDs, ferramentas, relógios, óculos, celulares, notebooks. Até mesmo coisas mais simples como cadeados, meias e roupas são encontradas facilmente pelos policiais nas barreiras de fiscalização. (AM)
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