Segunda, 18 de Junho de 2018

Mãe mata bebê para fugir com o namorado

23 MAR 2010Por 08h:47
Fria e sem esboçar arrependimento, uma jovem de 15 anos confessou ontem, à polícia de Corumbá, que deu pelo menos dois dos oito golpes de faca que mataram seu filho de um ano e um mês. O crime aconteceu na madrugada de ontem, no Bairro Cristo Redentor, parte alta da cidade. Ela planejava fugir com o namorado, Claudinei da Silva Cruz, 19, e o filho era considerado um empecilho ao relacionamento de ambos. O bárbaro assassinato revoltou os moradores do bairro e teria a participação de Claudinei Cruz, que foi preso em flagrante, com a arma do crime em sua residência. O rapaz nega, mas a polícia já suspeita do envolvimento de uma terceira pessoa ligada à mãe. Uma das versões levantadas aponta que a garota retornava de uma festa de aniversário da prima do exmarido, com o filho no colo, quando foi abordada pelo namorado com uma faca na mão, próximo à Alameda Piratininga. Segundo o delegado Enilton Zalla, que apura o caso, a mãe planejou a morte do filho há uma semana ao decidir fugir com Claudinei. “Ele (o namorado) não queria levar a criança, em princípio”, contou a jovem, confessando, em seguida, que deu as duas primeiras facadas no bebê, atingindo o tórax. As demais teriam sido desferidas pelo rapaz. Depois, com as mãos sujas de sangue, a adolescente teria retornado à festa gritando que mataram seu filho. O menino foi socorrido pelo pai, José Luiz dos Santos Garcia, 18, mas a criança morreu no caminho para o hospital. Transtornado, Garcia declarou que Claudinei tinha ciúmes dele e o teria ameaçado. Para o delegado, a participação do namorado da adolescente no crime é “inquestionável”. Policiais encontraram uma faca suja de sangue, ainda não periciada, escondida na caixa d’água da casa de Claudinei. Crueldade A frieza da mãe impressionou o delegado Zal la: “Em nenhum momento do depoimento ela chorou, demonstrou que não gostava do filho”. A jovem, em entrevista, disse que inicialmente não aceitava a criança. Para a família, sua participação no crime foi um choque. O pai dela, pedreiro C.A.A., 39, não se conformava: “Foi mu it a crueld ade”, d isse, lembrando que o neto passou o domingo em sua casa. O pedreiro comentou que a filha era muito agressiva e constantemente precisava ser advertida para cuidar melhor do filho, mas jamais esperava que ela tivesse coragem de cometer um crime como este. A tia da jovem, S.B., contou de suas reações violentas depois que se separou do pai do menino. Sobre Claudinei, S.B. mostrou-se surpresa: “Ele parecia ser um rapaz bom, brincava com nosso sobrinho”.

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