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domingo, 17 de fevereiro de 2019 - 14h58min

Lula condena PMDB por tentar forçar PT a retirar candidaturas

26 MAI 10 - 07h:43
adilson trindade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o PMDB passou dos limites nas cobranças para forçar o PT a retirar os candidatos a governador nos estados. É o caso de Mato Grosso do Sul, onde a cúpula do partido exigiu a saída do ex-governador José Orcírio dos Santos (PT) da disputa eleitoral para não atrapalhar o projeto de reeleição do governador André Puccinelli (PMDB). Lula resistiu à pressão e manifestou a disposição de fazer a campanha do correligionário à sucessão estadual.

Com José Orcírio na briga eleitoral, André não pretende dar palanque para a pré-candidata petista, Dilma Rousseff, à Presidência da República. Ele vai se aliar aos adversários do PT – PSDB, DEM e PPS – para ajudar o tucano José Serra a vencer as eleições em Mato Grosso do Sul.
Segundo o jornal O Globo, com Dilma em desvantagem nas pesquisas eleitorais, o presidente estava em silêncio. Agora, com ela na frente de Serra, conforme alguns institutos de pesquisa e empatada no Data Folha, Lula está disposto a começar a cobrar reciprocidade do PMDB para apoiar a ex-ministra.
Esta relação mútua não existe em Mato Grosso do Sul em decorrência da rivalidade histórica do PMDB com o PT, como também de André Puccinelli com José Orcírio. Mesmo assim, o governador vem procurando se livrar do seu rival político na disputa eleitoral. Se a pressão sobre o Planalto não surtir efeito, André está convencido de que terá de enfrentar José Orcírio na sucessão estadual.

“A minha candidatura não tem volta”, costuma declarar o ex-governador petista, deixando claro estar estabelecido o confronto com André. A última vez que os dois se enfrentaram foi nas eleições de 1996 pela Prefeitura de Campo Grande. André venceu por diferença de 411 votos.

Por ser o governador, André cobra da direção nacional do PMDB o direito de concorrer as eleições sem José Orcírio em seu encalço. A investida não deu certo e pode resultar, ainda, na presença do presidente Lula fazendo corpo-a-corpo em Mato Grosso do Sul ao lado do candidato petista.
“Estamos tratando o PMDB melhor do que estamos sendo tratados. Está desigual. O PMDB tem de saber o que quer. Não pode fazer exigência todo dia. Acho desequilibrada a aliança PT-PMDB, em desfavor do PT. Todo mundo adora um grau de fidelidade ao projeto, não só adesão, conveniência”, comentou o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), que terá de enfrentar o PMDB na sucessão estadual. O candidato peemedebista é o ex-ministro da Integração Nacional e deputado federal Geddel Vieira Lima (PMDB).

Lula, em recente desabafo, disse que o PMDB conseguiu tudo o que queria no governo, mas que não se mostra um aliado identificado com o projeto, e sim com as pesquisas. O mesmo sentimento tomou conta do PT.

Em Mato Grosso do Sul, o sentimento é de desconfiança do governador André Puccinelli. Ele até hoje não declarou quem vai apoiar para presidente da República. Mas o seu candidato a senador, deputado federal Waldemir Moka, avisou ao presidente nacional do PMDB e virtual vice de Dilma, deputado federal Michel Temer (SP), que André estará no palanque de José Serra. “Não dá para acreditar na fala de André”, comentou, recentemente, o deputado federal Vander Loubet (PT-MS).
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