Sábado, 24 de Fevereiro de 2018

ATROPELAMENTO DE ANIMAIS

Lombadas reduzem índice no Parque dos Poderes

2 FEV 2011Por DA REDAÇÃO00h:02

Ao completar 1 ano de funcionamento, as lombadas eletrônicas instaladas no Parque dos Poderes, em Campo Grande (MS), resultaram na diminuição de atropelamentos de animais silvestres nessa região. De acordo com o gerente de Unidades de Conservação do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), Leonardo Tostes, em comparação do ano de 2009 e 2010 houve uma diminuição de quase 80% do número de casos envolvendo animais.  “Ano passado, após a instalação das lombadas, registramos em torno de dez casos de atropelamentos. Já no ano anterior, o número registrado foi de 50 atropelamentos de animais silvestres”, explica o gerente.

A implantação das dez lombadas resultou de parceria entre o Governo do Estado - pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) -, e a  Prefeitura do Parque dos Poderes, que elaboraram uma estratégia que apontou os lugares de maiores riscos, como circulação de veículos com excesso de velocidade e maior índice de atropelamentos de animais silvestres.

Os equipamentos eletrônicos foram implantados em frente ao Tribunal de Justiça e à Assembleia Legislativa, na avenida Desembargador Leão do Carmo Neto, próximo ao Tribunal Regional Eleitoral e em dois pontos da avenida do Poeta: em frente ao Posto dos Poderes e e frente à Governadoria. Também foram colocados equipamentos na Avenida Projetada, em frente ao Centro de Educação Infantil José Eduardo Jallad (Cei Zédu) e ao Ministério Público Estadual.

“Além de proteger os animais, as lombadas proporcionaram mais segurança aos pedestres. Já houve casos de atropelamento de um servidor público que estava saindo do seu trabalho”, afirma Leonardo. O gerente explica que, antes da implantação dos equipamentos, já houve casos de atropelamento de três animais ao mesmo tempo. “Os quatis são as maiores vítimas do abuso da velocidade. Em 2009 encontramos um veado fêmea que foi atropelado com seu filhote durante a travessia”, lembra.

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