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Líbia quer armar 'mais de 1 milhão de homens e mulheres'

20 MAR 2011Por efe11h:40

O Ministério da Defesa líbio anunciou neste domingo que está preparando uma operação para armar "mais de 1 milhão de homens e mulheres", batalhão que estará pronto nas próximas horas, informa a agência de notícias oficial Jana. Esta decisão foi tomada após Kadafi dizer que os arsenais do país se abririam para armar a população, com o objetivo de "defender a Líbia e proteger seu petróleo".

O Ministério da Defesa líbio assinalou que as armas serão distribuídas pelos diferentes órgãos políticos e sociais ao longo do país. Todos aqueles que forem armados se mobilizarão em "unidades populares", "guardas populares" e "guardas revolucionárias", destacaram as fontes.

Em mensagem transmitida pelo rádio, a segunda desde o início dos ataques ocidentais, Kadafi anunciou que os líbios terão todo tipo de armamento para fazer frente à "agressão dos cruzados". Ele prometeu às forças ocidentais "uma guerra vitoriosa de longa duração".

"Estamos a ponto de armar todos os líbios, com metralhadoras e peças de artilharia. Estamos nos preparando para uma longa guerra e vocês não têm os meios para uma guerra desta natureza", enfatizou Kadafi. "Deus está conosco, o diabo está com vocês. Todos os líbios estão prontos para o martírio. Vamos ganhar e vocês irão morrer", ressaltou o líder. "Esta (guerra) já não é um problema interno (da Líbia), mas um conflito entre o povo líbio e os novos nazistas".

Cindida entre rebeldes e forças de Kadafi, Líbia mergulha em guerra civil
Motivados pela onda de protestos que levaram à queda os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em meados de fevereiro para contestar o líder Muammar Kadafi, no comando do país desde a revolução de 1969. Entretanto, enquanto os casos tunisiano e egípcio evoluíram e se resolveram principalmente por meio protestos pacíficos, a situação da Líbia tomou contornos bem distintos, beirando uma guerra civil.

Após semanas de violentos confrontos diários em nome do controle de cidades estratégicas, a Líbia se encontrava atualmente dividida entre áreas dominadas pelas forças de Kadafi e redutos da resistência rebeldes. Mais recentemente, no entanto, os revolucionários viram seus grandes avanços a locais como Sirte e o porto petrolífero de Ras Lanuf serem minados no contra-ataque de Kadafi, que retomou áreas no centro da Líbia e se aproxima das portas de Benghazi, a capital da resistência rebelde, no leste líbio.

Essa contra-ofensiva governista mudou a postura da comunidade internacional. Até então adotando medidas mais simbólicas que efetivas, ao Conselho de Segurança da ONU aprovou em 17 de março a determinação de uma zona de exclusão aérea na Líbia. Menos de 48 horas depois, enquanto os confrontos persistiam, França, Reino Unido e Estados Unidos iniciaram ataques. Mais de mil pessoas morreram, e dezenas de milhares já fugiram do país.
 

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