Quinta, 22 de Fevereiro de 2018

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Lei não impede ampliação de shopping, diz secretário

21 SET 2010Por 08h:10

Carlos Henrique Braga

A lei que barra construções em áreas de interesse ambiental na região do Shopping Campo Grande não afeta os planos de ampliação do centro de compras. O empreendimento ficou de fora da restrição imposta pela prefeitura por não estar em área alagada. Segundo o secretário de Planejamento, Finanças e Controle, Paulo Nahas, “não houve alteração da área de interesse ambiental, ele (o shopping) pode construir, mas tem que atender ao zoneamento ambiental”. A Lei Complementar 163 entrou em vigor em agosto deste ano.
O estudo de impacto de vizinhança, em análise no Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Planurb), prevê aumento da área em 8,9 mil metros quadrados para lojas e estacionamento. O projeto prevê ainda reservatório para 1,2 milhão de metros cúbicos de água da chuva.
“São propostas de medidas mitigatórias dos impactos ambientais que todos os empreendedores têm que apresentar”, explica a presidente da Planurb, Marta Lúcia da Silva Martinez. O estudo é preliminar. A autorização dependerá de levantamento sobre problemas no trânsito e vagas para estacionamento.
O tempo médio até a obtenção da licença ambiental, que permite a ampliação do estabelecimento, é de seis meses. Até agora o shopping não finalizou o projeto, conforme a assessoria de imprensa, apenas informou o desejo de ampliação à Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolviento Urbano (Semadur), que tem a palavra final no processo.
Em relatório a investidores, a BRMalls, dona de 67,6% da área do empreendimento, disse que pretende inaugurar a reforma no terceiro trimestre do ano que vem e a área ampliada será de 5,6 mil m³. A companhia já pediu de volta área vizinha cedida em comodato ao Grupo Especializado de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras). A delegacia será transferida para o Bairro Cidade Jardim, quando as obras da nova unidade terminarem.

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