sábado, 21 de julho de 2018

"Lei do Padroeiro" pode ser abolida em Ponta Porã

21 NOV 2010Por EDILSON JOSÉ ALVES – PONTA PORÃ07h:51

 

Depois de 10 anos em vigor o feriado de São José deverá ser abolido pelos vereadores de Ponta Porã. O dia do padroeiro foi instituído em 2000 e durante uma década sempre foi alvo de críticas dos comerciantes que agora conseguiram apoio para derrubar a Lei que obrigava o fechamento do comércio no dia 19 de março. Os sindicatos patronais e dos comerciários concordam que existem muitos feriados no Brasil.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Ponta Porã, Homero Barbosa Carpes, disse que os comerciantes sofrem as conseqüências de tantos feriados. “O comerciante não faz greve, não faz protestos, mas chega uma hora que não dá mais. Ai ele muda para o Paraguai ou muda de cidade. Fechando o comércio é o mesmo que mandar os brasileiros atravessarem a linha para comprar no Paraguai”.

Outro que defende o fim do feriado santo é o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Ponta Porã (ACEPP), Evaldo Pavão China. Ele disse que os comerciantes querem ponto facultativo no feriado de São José e expediente integral aos sábados. “Vamos respeitar as leis trabalhistas, pagando o que é de direito dos trabalhadores, mas não podemos mais fechar as portas. É uma questão de sobrevivência da classe”, ressaltou.

Por outro lado, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Ponta Porã, Divino José Martins, disse que a classe não se opõe a derrubada da Lei que instituiu o feriado de São José. Ele disse que realmente existem muitos feriados e que os comerciários não vão colocar obstáculos. Quanto ao expediente integral aos sábados que também é reivindicado pelos comerciantes ele disse que a classe é totalmente contra e que vão lutar caso haja qualquer tipo de mudança no sistema atual.

Câmara

O feriado do padroeiro São José foi instituído no dia 19 de março de 2000 através de Lei Municipal. Agora uma nova Lei de autoria do vereador Osmar de Mato (PSDB) está sendo apreciada pelo Poder Legislativo. Até o momento não existe nenhuma oposição ao projeto que deverá ser aprovado por unanimidade antes do recesso parlamentar que começa no dia 15 de dezembro.

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