Quarta, 21 de Fevereiro de 2018

COMPORTAMENTO

Lei antifumo provoca corrida por tratamento contra vício

5 OUT 2010Por MICHELLE ROSSI03h:08

A Lei Antifumo, em vigor desde o mês passado em Campo Grande, já provoca reflexos no comportamento de quem utiliza o tabaco na sua rotina. O Programa de Prevenção e Controle do Tabagismo, criado há cinco anos pelo Ministério da Saúde, em parceria com as prefeituras, nunca havia registrado percentual tão elevado de interessados em tratamento para largar o vício, em Campo Grande. Em setembro, houve aumento de 10% na procura pelo serviço e a projeção é de que, para 2011, esse número passe para 30%.
Para atender à demanda, a intenção é ampliar o serviço para todas as 59 unidades de saúde do município no próximo ano – hoje o programa é oferecido em 46 delas. O tratamento é gratuito e acontece inicialmente em um mês, com 4 sessões de terapia em grupo com psicólogos, mais o auxílio de medicamentos e acompanhamento com médicos pneumonologistas, caso a equipe multidisciplinar julgue necessário.
Primeiro o fumante vai à unidade de saúde (ver box) e manifesta seu interesse em largar o vício. De acordo com a gerente técnica do programa, Maria Leonete Simioli da Paz, o prazo de espera para ter o primeiro atendimento é de uma semana no máximo.  

Primeiro passo
A primeira consulta marcada é individual, com um psicólogo que avalia a condição específica do fumante. Cerca de 80% dos pacientes precisam de auxílio de medicamentos no tratamento, de acordo com as estatísticas do programa. “O psicólogo pode indicá-lo ao médico, que, num primeiro momento, é um clínico geral. Caso a situação de dependência e do estado físico do fumante seja mais grave, ele segue para um pneumonologista”, explica a gerente.
Entre os medicamentos oferecidos pelo programa, estão goma de mascar e adesivo de nicotina, mais o ansiolítico Bupropiona. O uso de cada um deles é determinado especificamente por um médico. Paralelamente à terapia medicamentosa, há sessões com psicólogos realizadas em grupos de 8 a 12 pessoas. A periodicidade é semanal e o prazo para o fumante largar o vício é de 4 sessões, ou seja, um mês frequentando as reuniões e, se for o caso, fazendo o uso dos medicamentos. Depois de interromper o uso do tabaco, são mais 12 meses de manutenção com sessões com psicólogos que passam a ser quinzenais e depois, mensais.

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