Quarta, 21 de Fevereiro de 2018

Dourados

Legislativo recorre ao TJ para encerrar mandato de Délia

10 DEZ 2010Por Fernanda Brigatti03h:20

A Câmara de Dourados recorreu ontem da decisão liminar concedida pelo juiz João Mathias Filho, mantendo a prefeita interina Délia Razuk (PMDB) na presidência do Legislativo. O agravo de instrumento foi protocolado na tarde de quinta-feira (9) pelo advogado da Câmara de Vereadores, Alexandre Paulino. Ele pede ao Tribunal de Justiça que determine a realização da nova eleição para a Mesa Diretora.

A renovação da presidência e demais cargos já deveria ter sido feita na primeira semana de dezembro. A decisão judicial permitiu, liminarmente, que Délia Razuk esticasse por dois anos seu mandato-tampão, que terminaria dia 31 de dezembro. Com a nova eleição da Mesa, assumiria como prefeito interino o próximo presidente da Câmara.

A eleição da Mesa Diretora estava marcada para o dia 6 deste mês. O novo presidente tomaria posse em 1º de janeiro para um mandato de dois anos.

O "tapetão" de Délia Razuk busca justamente mantê-la prefeita pelo menos até a realização das novas eleições, previstas para o primeiro domingo de fevereiro (6). Perdendo o cargo de presidente do Legislativo, automaticamente, Délia deixaria o comando interino da prefeitura. O advogado dela, Sérgio Henrique Araujo, afirmou que o questionamento judicial trata somente do mandato como presidente da Câmara.

Délia Razuk assumiu a prefeitura depois que o Tribunal de Justiça determinou o afastamento de nove vereadores presos pela Polícia Federal na Operação Uragano. Com a ordem judicial, os suplentes foram convocados e a Mesa Diretora foi composta pelos "remanescentes". Eleita presidente, Délia substitui o juiz Eduardo Machado, prefeito interino por decisão judicial.

Na Operação Uragano, toda a linha sucessória foi desmontada. Foram presos o então prefeito Ari Artuzi (expulso do PDT), o ex-vice Carlinhos Cantor (PR) e o então presidente da Câmara, ex-vereador Sidlei Alves (expulso do DEM). Eles foram soltos na semana passada, depois de renunciarem aos mandatos.

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